IV Encontro de líderes Wai Wai
Vídeo feito em agradecimento a equipe que organizou o encontro de líderes wai wai e aos mantenedores que contribuiram para que esse encontro acontecesse.
Obrigado a todos os envolvidos e Louvado seja Deus!
Tá com quem inventou!!!
Por Milton Camargo
Cansei de ouvir essa frase quando ainda menino, sugeria alguma brincadeira. Às vezes, ficava louco para brincar, mas esperava alguém dar a deixa para gritar bem alto: “Tá com quem inventou!” Não sei se você ainda se lembra, mas a frase o livrava do incômodo de ter que iniciar a brincadeira enquanto os outros se divertiam.
O 1o Encontro Regional do CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) em Roraima começou mais ou menos assim. Nem posso dizer se a ideia foi mesmo da MEVA, mas, embora ninguém tenha gritado a frase, foi exatamente isso que aconteceu! Sem saber o que isso significaria em toda a sua extensão, a missão tornou-se responsável pela grande reunião – um pesadelo logístico sem precedentes para nós.
Quantos indígenas virão? Onde nos reuniremos? E a hospedagem, a comida, panelas, dormitórios, banheiros, chuveiros, auditório para os inicialmente calculados 1000 indígenas de diferentes etnias? E os recursos financeiros? Posso escrever uma lista enorme de dúvidas e perguntas sem respostas que nos fizemos naquele período.
Reunimos os missionários da Meva e criamos setores de atuação. Procuramos parceiros e começamos a trabalhar. A Igreja Batista Regular de Boa Vista não apenas cedeu o seu acampamento para o encontro, mas tornou-se parceira abraçando o projeto junto conosco desde o primeiro momento. Outras igrejas, de várias partes do Brasil, envolveram-se com a iniciativa. Da mesma forma, as missões Novas Tribos do Brasil, Asas de Socorro, Atletas de Cristo, APEC, APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais), além de dezenas de voluntários de diferentes denominações, decidiram que não iriam gritar a fatídica frase. Assumiram e trabalharam exaustivamente para que tudo pudesse acontecer.
O Exército Brasileiro cedeu o palco e enviou soldados para nos ajudarem no que fosse preciso. Um grupo de uma igreja do interior do Amazonas chegou dias antes para preparar e fazer a cozinha funcionar, tinham até mão de obra “especializada” na montagem dos dormitórios e limpeza. Uma grande bênção!
Quem realizou o Conplei? Podemos dizer, sem dúvida alguma, que foi o Senhor. O que você vai ler e ver nesta edição Entre Nós é um testemunho do que Deus fez nesses dias abençoados em que mais de 350 indígenas de 15 diferentes etnias estiveram juntos, e onde cada grupo cantou, dançou e louvou ao Senhor da sua maneira e em sua própria língua.
A Ele toda a glória!
CONPLEI EM RORAIMA REÚNE CRENTES DE 15 ETNIAS
O 1o Encontro Regional do CONPLEI(Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) em Roraima reuniu, entre 17 e 20 de novembro, mais de 500 pessoas, entre ajudantes brancos e indígenas de 15 etnias, quatro delas de fora de Roraima.
Foram quatro dias de festa e edificação que marcaram a vida de quem presenciou o evento, principalmente dos indígenas – a maioria raramente tem oportunidade de estar com um grupo tão grande de irmãos em Cristo.
O louvor cantado em várias línguas movimentou os cultos nas manhãs e noites. A programação cumpriu a ‘agenda indígena’, iniciando ao nascer do sol. Nas tardes foram promovidos debates e reuniões de planejamento com foco no Evangelho entre os povos indígenas de Roraima.
A proposta global do CONPLEI é “EM CADA POVO UMA IGREJA GENUINAMENTE INDÍGENA”. Louvamos a Deus por essa visão e pelos resultados que Ele tem-nos dado até agora.
ENCONTRO DE LÍDERES DA ÁREA WAI-WAI
De 14 a 17 de novembro, 55 pastores e líderes, representando 22 igrejas da terra Wai-Wai, estiveram em Boa Vista para um encontro anual promovido pela MEVA, com o intuito de fortalecer a igreja indígena na região.
Além de líderes Wai-Wai, estavam representadas as etnias Hixkariana, Kaxuyana e Wamiri-Atroari. Os pastores Nivaldo Góis, do Instituto Paqto de Maringá (PR), e Osvaldo Luiz, da IEC de Paracambi (RJ), ministraram reflexões e estudos sobre questões da vida cristã e o pastoreio da igreja.
O encontro serviu para os líderes, que moram em áreas distantes no Pará e em Roraima, traçarem estratégias para a pregação do Evangelho a outros povos indígenas, e ordenação de novos pastores.
Capacitação em Monte Moriá
Queridos colaboradores,Graça e Paz!
“… aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus”. Ef.5:16
Segue um breve relatório sobre a nossa viagem para a área indígena macuxi, comunidade de Monte Moriá, onde estivemos durante os dias 9 a 17 de setembro ministrando o curso Prática Pastoral 2, conforme o Programa de Capacitação de Líderes, que abordou o propósito de Deus para a família, partindo do princípio de que uma igreja é forte à medida que suas famílias são fortes. Na ocasião estiveram presentes 70 alunos, alguns vindos de outras comunidades da região.Participar deste programa, tem sido para nós um privilégio muito grande. Ver o entusiasmo dos alunos e o desejo de aprenderem mais da Palavra de Deus é algo tremendamente gratificante. Eu, Cecília e Brian, casal de missionários, viajamos juntos até o Município do Uiramutã. De lá eles seguiram para a aldeia macuxi de Flexal e eu para aldeia de Monte Moriá. A comunidade de Monte Moriá está localizada em um vale muito bonito, cercado por montanhas, na parte nordeste do estado de Roraima. Sendo que a comunidade não possue pista de pouso tivemos que voar com Asas de Socorro até a comunidade indígena do Uiramutã, de onde seguimos por terra até Monte Moriá.
A viagem por terra, que a princípio seria sobre um “jirico” (pequeno trator) me preocupou um pouco, tendo em vista os meus problemas de coluna. No entanto, mais uma vez pudemos perceber a graça e a misericórdia de Deus suprindo um carro que, nos melhores trechos da estrada, conseguia alcançar 30 km por hora, o que foi muito bom.
A aldeia possui uma escola, um posto de saúde e uma igreja evangélica, fruto do trabalho (que incluía atendimento de saúde) iniciado por nossa missão há mais de vinte anos naquela região.
O povo estava tão animado que não poupou esforços para que aquela semana fosse uma semana especial. A direção da escola mudou o horário das aulas para que os alunos pudessem participar do curso bíblico sem prejuízos. Eles conseguiram um boi que supriu a carne para as refeições coletivas.
No final do curso os indígenas resolveram, por conta própria, preparar e apresentar no culto de encerramento duas dramatizações sobre o que aprenderam durante a semana.
Foi realmente emocionante. Na primeira eles representaram uma família completamente desestruturada, onde o marido não se entendia com a esposa, e os filhos eram completamente desobedientes, etc. Na segunda apresentação eles representaram o inverso, mostrando a diferença de uma família que leva a sério os princípios da Palavra de Deus.
No final, algumas pessoas reconheceram que precisavam fazer “alguns ajustes” dentro de suas famílias. Outras receberam a Jesus como salvador e outras reconciliaram-se com Deus. Foi uma grande festa onde, principalmente, o nome do Senhor foi glorificado.
Acho que isso é remir o tempo: chegar ao final do dia ou de uma atividade, olhar para trás e poder dizer: VALEU A PENA!!
Isso tem sido possível também por causa da sua ajuda. Por isso, queremos dizer muito obrigado! Nossa oração é para que o Senhor continue abençoando a todos nós, suprindo cada uma das nossas necessidades. Não se esqueçam de orar pelos nossos próximos Encontros de Líderes Evangélicos Indígenas Macuxi e Wapixana (10 à 13/11) e Uai-uai (14 à 17/11). Orem também pelo próximo Congresso do CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) que acontecerá no período de 17 à 20/11.
- Cecília, Brian e Edson
- Município do Uiramutã
- Aldeia Macuxi de Monte Moriá
- Dinâmica de Grupo
- Igreja reunida
- Turma do MICALI
Juntos em oração,
Edson e Myriam Silva
Igreja em Taba Lascada
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Digno és, Senhor nosso e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, pois tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existem e foram criadas” Ap. 4:11“…Ouvi a tua oração, e a tua súplica que fizeste perante mim; consagrei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre. Os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias. ” I Rs. 9:3
Os textos bíblicos acima vieram a minha mente com louvor e gratidão ao Senhor por tudo que aconteceu durante estes quase nove anos de espera. No dia 24 de setembro aconteceu o culto de consagração do prédio, onde agora nos reunimos. Somos gratos ao Senhor que em tudo nos supriu e guardou. Somos gratos aos amados irmãos e Igrejas que supriram as necessidades de tantas maneiras conforme o Senhor os tocou.
Foi emocionante ver os irmãos da igreja, desde as crianças aos adultos ajudando na limpeza, capinando arrumando e cuidando dos últimos detalhes para que tudo estivesse pronto. Eles estavam muito felizes e saíram convidando a comunidade de casa em casa, para a consagração do templo.
O tuxaua (líder) da comunidade de Taba Lascada, mesmo muito doente, participou por quase uma hora do culto. Ficamos gratos a Deus por ver que a igreja de Jesus Cristo tem obtido vitórias e vencido barreiras. Tivemos perto de 150 pessoas que vieram da cidade e das comunidades. Durante o culto louvamos ao Senhor Deus com cânticos nas línguas Wapixana, Macuxi, Yanomami, Wai-Wai, Sanumá, Inglês e Português. Fez-me pensar no texto de Apocalípse 7:9. Como será glorioso aquele dia.
A pregação foi trazida pelo pastor Paulo Nunes, da etnia Baré do Amazonas, e os adolescentes da igreja apresentaram uma pantomima evangelística . Louvado seja o nosso Deus! Na mesma noite realizamos dois casamentos de irmãos da igreja. Foi uma noite muito abençoada. Depois do culto tivemos uma gostosa comunhão com comes e bebes.
Com gratidão,
Hamilton, Rose Bossan e Igreja da Taba Lascada
Kids Game em Alto Arraia
Para as crianças da comunidade Wapixana de Alto Arraia (a 70 km de Boa Vista), o feriado do dia 12 de outubro foi o mais divertido do ano. A Igreja Batista da Liberdade, de Boa Vista, enviou um grupo de jovens para realizar brincadeiras e jogos na comunidade. A iniciativa é uma parceria da Meva com a igreja e a Coalizão Brasileira de Esporte, responsável pelo treinamento do ‘Kids Game’, uma estratégia usada para comunicar o Evangelho a crianças.
Cozinha Brasil em Alto Arraia
No último dia 15, cerca de 30 mulheres da comunidade Wapixana de Alto Arraia participaram de um curso do Programa Cozinha Brasil, do Sesi Roraima. O programa promove capacitações sobre educação alimentar, apresentando conceitos de reaproveitamento de alimentos e novas receitas. A iniciativa, que pela primeira vez contemplou uma comunidade indígena, é uma parceria com a Meva e foi patrocinada pela empresa FIT Manejo Florestal, por meio do Sesi.
Um pequeno caminhão, equipado com uma cozinha, foi à comunidade com uma equipe de profissionais. Todos gostaram muito e já não veem a hora do próximo curso. No final, nada melhor do que degustar as delícias cozidas no próprio curso: bolo de bagaço de milho e bobó de peixe.
A líder da comunidade ficou muito grata e disse: “Precisamos de mais cursos e ações como esta. Nossa comunidade tem muita dificuldade de participar de eventos como esse por conta da distância da cidade. Nós nos sentimos valorizados quando isso acontece aqui.”
A nutricionista do Sesi, Marcela Ribeiro, destacou a troca de experiências entre a equipe e os participantes. “Eles produzem muitos dos ingredientes que compõem as receitas, mas não conheciam as técnicas de reaproveitamento de cascas e talos. Isso acabou sendo uma grande descoberta para eles”, enfatizou.
Todos os participantes do curso receberam material didático, livro de receitas e certificação.
Veja algumas fotos:
ESTÁ ESCRITO!
“Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé de uma vez por todas confiada aos santos.” Judas 3
Gostaria de escrever louvando a Deus pelo resultado de mais uma etapa de tradução, agora temos também 2 Tessalonicenses e Judas em fase de verificação para se Deus quiser passarmos em consultoria em outubro.
Amados, esse realmente não é um trabalho fácil, é esgotante e quando temos dificuldades além do que esperávamos as vezes, confesso, chego a ficar frustrada pela maneira como temos que lutar TANTO para conseguir obedecer a ordem do Pai. Lí uma frase que dizia: “TRADUTORES DA BÍBLIA, MISSIONÁRIOS ENTRE LIVROS” é verdade! passamos horas a fio no isolamento rodeados de livros e perguntas, buscando as respostas. Mas, quando sentamos com um falante da língua que nosso alvo de tradução e ouvimos dele: “É ISSO MESMO!” “ISSO É VERDADE!” “PRECISO LEVAR ISSO COMIGO AGORA!”
É realmente gratificante, segue uma história que o Félio (meu auxiliar) dessa vez me contou. “Patrícia, assim como o livro de Judas fala que existem muitos inimigos da verdadeira palavra de Deus, é assim mesmo. Eu estava indo para uma das aldeias dos yanomami Maitha quando encontrei o Paulo, um indígena não cristão. Ele me perguntou para onde eu estava indo. Eu respondi: Nós dois estamos indo levar a palavra de Deus na aldeia Maitha.”
Paulo: “Nós dois? Quem está indo com você? Eu acho que você não deveria sair daqui e ir nessa viagem toda sozinho para levar a palavra de Deus. Se querem que você vá, que te levem de avião.”
Félio: “Nós dois estamos bem assim, vamos viajar assim mesmo.”
Paulo: “Mas ninguém te acompanha!”
Félio: “Eu, e meu Ajudante, vamos até lá. Não estou sozinho! Seus olhos ainda estão escuros, só por isso você não consegue ver que não estou sozinho. Nós dois vamos levar essa palavra para o povo lá! Vou falar daquele que amo!”
Chegando na aldeia Félio soube que o Paulo já havia estado lá. Então o povo de lá relatou o que aconteceu durante a visita de Paulo lá nessa aldeia.
Paulo: “Eu soube que alguns de vocês têm recebido a palavra de Deus. Estou aqui para dizer que vocês não devem fazer isso. Vocês devem voltar a beber, se embriagar, isso é tudo mentira. Essa história que diz que Jesus vai voltar é tudo mentira. Ele não virá!”
Então nessa hora um jovem indígena chamado Kasis (pai biológico da Poliana, hoje um crente em Jesus), desafiando a própria cultura que ensina que uma pessoa mais jovem jamais pode se levantar publicamente contrariando algo falado por um mais velho, se levantou na presença de todos, e disse: “Já ouvimos a verdade. Eu tenho o livro na minha casa. Está escrito no livro de Lucas: Jesus vai voltar! E é isso que devemos esperar! É isso que vamos fazer!”
O Kasis não disse, “o missionário me falou”, ele disse, “Está escrito”.
Lutas, dificuldades, cansaço, isolamento, vamos continuar a traduzir para que outros também possam dizer: Está escrito!
Em Cristo e por amor a Sua Palavra,
Patrícia e cia …batalhando pela fé de uma vez por todas confiada aos santos…
Rod Lewis: a vida de um homem e duas guerras
O filme ‘O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998)’ tornou conhecido do público geral – com realismo impressionante – o sangrento desembarque das forças aliadas na costa da França no ‘Dia D’, durante a Segunda Guerra Mundial. O sargento Rodney Lewis teve que percorrer duas vezes as areias da praia de Omaha, onde 10 homens de seu pelotão caíram mortos. Ele era parte da divisão de engenheiros, da linha de frente, que explodiu as defesas antitanque. No calor do desembarque, esqueceu-se dos explosivos. “Eu invadi a Normandia duas vezes”, costumava brincar.
O que ‘Rod’ não sabia é que alguns anos mais tarde ele seria alcançado por Deus e recrutado para uma luta ainda mais importante. Rod e sua esposa, Tommy, partiram em 1958 para o Brasil com a missão de levar a vida para o povo Yanomami, àquela época sem nenhum contato com a sociedade envolvente. A invasão da França definiu, em meses, a vitória aliada na Segunda Guerra. A expedição aos Yanomami foi apenas o começo de um ministério que levou décadas para lograr suas primeiras conquistas.
Rod e Tommy estiveram envolvidos por 35 anos com a MEVA, participando de grandes acontecimentos para a missão, como a sua própria fundação. Só retornaram aos Estado Unidos por motivos de saúde. “Eu queria morrer em Roraima”, contou Rod. Os primeiros brasileiros da missão lembram com carinho especial desse casal que os acolheu tão bem.
O ‘Seu Rod’, como era conhecido no Brasil, faleceu no fim de junho deste ano, aos 88 anos de idade, três anos após a partida de sua esposa. Antes, porém, Deus permitiu que ele retornasse a Roraima e visse com seus próprios olhos os frutos de um investimento de suor e lágrimas que ele pôde iniciar há 50 anos. Privilégio de um homem que lutou em duas guerras. E venceu!
Assista ao vídeo que fizemos em homenagem a esse casal, com a narração da expedição aos Yanomami, por Rod e dois companheiros de viagem. Disponível em Alta Definição.











































