Ministério de Capacitação de Líderes completa um ano edificando mais de 460 vidas de 31 aldeias

 A MEVA iniciou o Micali em 2009 dando um passo de fé. O projeto de levar até as aldeias um curso bíblico abrangente, aplicado ao contexto de cada povo, demanda uma logística complexa e investimentos que estão humanamente fora das possibilidades da missão. O Micali foi abraçado pelas equipes missionárias na cidade e nos campos avançados, mantenedores e intercessores. Mesmo assim, boa parte dos recursos veio de uma reserva de emergência da missão.

Ore e invista neste projeto em 2010!

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1 comment 04/02/2010

Livro de Efésios passa pela primeira etapa de tradução para o ianomâmi parimitéri

No mês de dezembro tivemos a oportunidade de participar de um culto em um encontro de saúde ianomami. Naquela noite muitos ianomâmis de regiões onde não há presença missionária ouviram louvores e a pregação em sua própria língua. Vimos rostos espantados pelo fato de sabermos nos comunicar com eles e pelo fato de ter trechos da bíblia que eles podiam entender perfeitamente.
Patrícia Rocha, que trabalha na tradução da Bíblia da língua palimitéri ficou um longo tempo conversando com algumas pessoas que pediram que ela lhes desse livros traduzidos. No dia seguinte fez as cópias e entregou os livros de Filipenses, Filemon, 1, 2 e 3 João para dez pessoas de lugares diferentes.
Este foi um grande incentivo para que ela continuasse com o trabalho de tradução que tinha pela frente. Depois de concluir a exegese do livro de Efésios Patrícia começou a fase de tradução com Jonas Palimitheli, um dos líderes da Igreja em Palimi-u. Durante duas semanas eles trabalharam arduamente, pois Jonas precisava voltar para a aldeia onde  trabalha como professor. Muito empolgado levou uma cópia da tradução para fazer a verificação junto ao povo.
De acordo com Patrícia este é um livro nível oito, o grau de dificuldade mais elevado na tradução, por causa da complexidade doutrinária, conceitos abstratos e figuras de linguagem utilizadas por Paulo. Quando perguntado porque um livro tão difícil, ela respondeu que inicialmente foi um pedido do missionário Daniel Brown, que vive em Parimiú, pois os ensinamentos práticos do livro são necessários para a fase em que a igreja está passando neste momento.  
Os próximos passos são a revisão feita pela missionárias Nara Taets, o teste de compreensão e a retrotradução que ficarão a cargo de Betania Rodrigues. Patrícia viajará esta semana para São José dos Campos acompanhando sua mãe que fará uma cirurgia. Lá ela continuará o trabalho e manterá contato com as outras missionárias tirando dúvidas e preparando o material para ser enviado para a consultoria. Depois desta última etapa, se aprovado o livro estará liberado para publicação.
Interceda por este ministério e pela equipe em Palimiú que se prontificou a agilizar a tradução. Pelos auxiliares indígenas que se dispuseram a ajudar neste trabalho e a ensinar seu povo. Que este seja mais um livro distribuído entre aqueles que encontramos em dezembro, fazendo com a Palavra de Deus seja conhecida em outros lugares onde não temos acesso.

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Estágio: seminaristas conhecem trabalho da MEVA

No mês de janeiro e MEVA recebeu uma equipe de jovens do Seminário Bíblico Palavra da Vida para participar do estágio supervisionado da missão. Foram 26 dias conhecendo as diversas áreas em que a MEVA atua. Entre visitas a aldeias macuxi, uapixana, ianomâmi e uai-uai, os jovens tiveram a oportunidade de testemunhar, pregar, cantar e serem edificados com as experiências missionárias de cada realidade. A Meva torna possível esse contato para que pessoas com chamado missionário para povos indígenas conheçam esse campo que é tão carente de mão de obra e possam ser desafiados a fazer parte da grande obra que o Senhor tem feito entre os indígenas no norte do Brasil.

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Missão Caiuá coordena a saúde indígena em Roraima

A missão, ligada à Igreja Presbiteriana do Brasil e à Igreja Presbiteriana Independente, iniciou o trabalho de coordenação do serviço público de saúde que alcança mais de 36 mil indígenas de Roraima e de parte do norte do Amazonas. Com 80 anos de atuação entre povos indígenas do Brasil, a Missão Caiuá assume por meio de um convênio público o compromisso de gerenciar os investimentos do Governo e executar as ações.
“Nosso objetivo é usar a experiência e a capacitação que temos para fazer o melhor aos índios de Roraima”, afirma o pastor Ademir de Novaes, presidente da Missão Evangélica Caiuá. O convênio entre a instituição e o Ministério da Saúde prevê o repasse de verbas, a contratação e gestão de recursos humanos, o planejamento e execução das ações. “A missão orienta os funcionários, envia-os aos pólos, apresenta alvos e planilhas de trabalho, cobrando sua execução”, explica. Segundo Ademir, a missão optou por contratar muitos dos funcionários que já estavam na área para aproveitar a experiência e conhecimento.
A atenção à saúde indígena na região é dividida em dois Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs): o DSEI Leste abrange aldeias das etnias macuxi, wapixana, taurepang, ingaricó, patamona e uai-uai em Roraima. São mais de 23.500 indígenas. O DSEI Yanomami se estende do oeste de Roraima ao extremo norte do Amazonas. São ao todo 12.800 indígenas ianomâmis e iecuanas, segundo dados da Fundação Nacional de Saúde.
Desde sua formação, a MEVA atua com recursos próprios na área de saúde. A missão também fomenta campanhas itinerantes com profissionais parceiros. Esse trabalho está sempre subordinado aos órgãos governamentais competentes e entidades gestoras. Com o convênio, a Missão Caiuá passa a coordenar também a ação e prestação de contas de postos onde a MEVA está.
Em entrevista, que você pode assistir clicando aqui, Pr. Ademir destaca que a presença positiva da MEVA, Novas Tribos do Brasil e Asas de Socorro foi mais uma motivação para a Missão Caiuá aceitar o convite do Governo para assumir a saúde indígena da região. Desejamos e oramos para que essa parceria traga resultados excelentes para a saúde e a qualidade de vida dos povos indígenas. 
[+] Assista à entrevista com o Pastor Ademir Ramos de Novaes – presidente da Missão Caiuá
[+] Assista à reportagem veiculada no Jornal Nacional sobre o trabalho da Missão Cauiá no MS 

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O cantor e compositor Stênio Marcius encontra no interior de Roraima a casa onde nasceu e a babá que cuidou dele há quase 50 anos

Seu pai, o pastor Hélio Nogueira, foi o primeiro presidente brasileiro da MEVA em 1959. Ele foi também o fundador do trabalho presbiteriano em Roraima
Na música cristã brasileira, raros têm a habilidade de imprimir a alma em canções como Stênio Marcius. Sua sensibilidade e talento permitem que ele recrie em sua música a dimensão emocional de narrativas bíblicas e os sentimentos bonitos que cercam as verdades mais absolutas e imutáveis.
Stênio saiu de Roraima com apenas dois meses de vida. E retornou pela primeira vez há uma semana para participar do aniversário da III Igreja Presbiteriana de Boa Vista. Ele e sua esposa Selma não pouparam elogios ao estado, que mesmo sem conhecer sempre foi motivo de orgulho.
Na última quinta-feira, Stênio foi a Bonfim, uma pequena cidade na fronteira do Brasil com a Guiana. Foi lá que ele e a MEVA nasceram. As histórias de sua família e da missão estão entrelaçadas. Seu pai, o pastor presbiteriano Hélio Nogueira, foi o primeiro presidente da MEVA, quando ela constitui-se como uma instituição jurídica brasileira. A disposição de assumir a direção da agência, que na época chamava-se Cruzada de Evangelização Mundial Secção Riobranquense, ajudou a abrir caminho para que o evangelho chegasse aos grupos indígenas do extremo norte do Brasil. Demonstrou também a capacidade dos cristãos brasileiros para participar e dirigir o ministério da missão.
Quem conduziu Stênio e Selma nessa viagem às raízes foi Noemia Coutinho, que junto com seu marido Silas também foi missionária da missão. Com a ajuda de Noemia, Stênio conseguiu localizar não apenas a casa onde nasceu, como também a babá que cuidara dele há quase 50 anos.
As fotos antigas mostram que muito pouco mudou no local. Com certeza não se pode dizer o mesmo do coração do poeta. O progresso ainda não chegou ao município de Bonfim, mas a lembranças daqueles dias da década de sessenta nos mostram o que Deus faz por meio de servos obedientes; Ele escreve uma grande história. Em pautas musicais ou em clareiras na selva.
[+] Assista ao documentário sobre os 50
[+] Assista Stênio Marcius no youtube

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Projeto Henahi é retomado em Ericó

O Projeto Henahi tem alcançado diversos indígenas em regiões isoladas. Por causa do difícil acesso, essas aldeias tem grandes dificuldades para manter suas escolas e melhorar a qualidade do ensino. Dificilmente eles teriam acesso ao treinamento de seus professores. A equipe do Henahi tem assessorado, auxiliando na organização de escolas e possibilitando também um contato maior com o evangelho para os que têm se interessado em ouvir a palavra de Deus.
Leia um pequeno trecho da última carta da equipe e ore por esse ministério.

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Queridos irmãos e amigos,
Na primeira vez que estivemos em Ericó, percebemos que as pessoas de lá (ninam) já tinham ouvido falar sobre Deus, mas não “conheciam” Jesus. Então, para essa segunda visita nos preparamos para apresentar-lhes o Salvador. Levamos cartazes, bateria e computador.
Na nossa chegada encontramos  Gerson, um garoto ninam que foi nosso aluno em Mucajaí, mudou-se para o Uxi-u e agora está morando no Ericó com a mãe. Ele ficou muito feliz com nossa chegada, como se fôssemos seus verdadeiros parentes (yapa pèk – suas tias) e nos ajudou muito na organização das nossas coisas.
Começamos as atividades com os professores. Passávamos as manhãs e as tardes trabalhando com eles. À tardezinha os ninam chegavam para nos visitar e ouvir as histórias que contamos através de cartazes; um resumo sobre a criação, a queda do homem e a reconciliação por meio de Cristo Jesus. Depois, passávamos o filme Jesus (dublado numa língua ianomâmi próxima) e ouvíamos uma gravação com ianomâmis crentes cantando sobre Deus, Adão e Jesus. A história de Jesus e os milagres atraíram muito a atenção de todos. Pudemos ver em alguns rostos o interesse por tudo que estavam ouvindo e vendo.
 Embora a língua seja a mesma de onde vivemos, há diferenças na pronúncia. Por isso, na manhã da nossa partida, pedimos para uma moça recontar tudo o que ela havia ouvido nos quatro dias que ficamos lá, pois queríamos gravar. Para nossa surpresa e alegria, enquanto mostrávamos os cartazes, ela contou tudo de forma clara e ainda completou dizendo:  “Jesus é a ponte que liga o homem a Deus”. Aleluia! A Ele toda honra, glória e louvor! 
 Jac e Rosa

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Rascunho do Evangelho de Marcos será apresentado ao povo em janeiro

Os missionários Jean e Rozinete Piuna – que há um mês residem em Boa Vista por conta da adoção da filha Suzana – vão apresentar ao povo ingaricó, em janeiro, o primeiro livro da Bíblia traduzido para a língua nativa de mais de 1500 indígenas do extremo norte do Brasil. Trata-se da primeira versão, ou rascunho – como é chamado pelos tradutores – que terá agora sua compreensão testada entre os falantes da língua.

O trabalho está sendo feito a partir da tradução do evangelho em akawaio pelo Instituto Wycliffe na Guiana. O akawaio é uma língua próxima ao ingaricó. “É como português e espanhol”, explica Jean. “Apesar da proximidade, o povo ingaricó tem muito orgulho do que chamam de língua pura. Muitos sabem identificar as palavras que foram incorporadas de outras línguas e existem iniciativas do povo para preservar seu idioma”, afirma. Segundo Jean, os ingaricós compreendem bem o akawaio, o que favorece o trabalho de revisão da adaptação.

Outro ponto positivo desse trabalho é que à medida em que a tradução e adaptação são feitas, um software cria um dicionário com os termos utilizados e palavras chaves que podem ser aplicadas em novas traduções.

Foco na tradução – O ministério da MEVA entre a etnia ingaricó sofreu muito com a falta de obreiros. Jean e Rozinete reabriram o posto em 2004 com o alvo de traduzir a Bíblia para o povo.  Antes os contatos eram feitos por meio de visitas missionárias, clínicas de saúde e treinamento de alguns indígenas. A entrada do casal na região foi facilitada pelo contato de Rozinete e de sua família com os ingaricós. Rozinete cresceu nas proximidades das aldeias, filha de um fazendeiro branco e uma indígena macuxi.

“Boa parte do povo compreende português, devido ao contato que tem com as cidades. Mas o vocabulário é limitado. Entre eles, falam em ingaricó”, explica Jean. Ele considera muito importante essa primeira tradução, pois colocará nas mãos do povo um texto para leitura e meditação.

Add comment 02/12/2009

Sistema com painel solar leva filme a aldeias isoladas

O missionário Ademir dos Santos desenvolveu uma maneira criativa e eficiente de exibir o filme ‘Jesus’, dublado na língua ianomâmi sanumá, em comunidades e grupos isolados. Ademir, ou Mimica, como é mais conhecido, explica que trata-se de “uma gambiarra que pode chegar a lugares aonde os missionários dificilmente chegariam”.  O sistema é composto por um tocador de DVD portátil, uma bateria de moto, um pequeno painel solar, um acendedor de cigarro para carro e cabos. A energia solar carrega a bateria, oferecendo mais de seis horas de autonomia para o aparelho de DVD. O som, que em meio ao barulho da cidade parece um pouco baixo, no silêncio das noites amazônicas é perfeitamente audível e claro.

As três primeiras versões do sistema, que custa entre R$ 600 e R$ 800, foram doadas ao povo em julho. Na ocasião, Mimica sequer sabia se funcionaria bem. No fim da semana passada, no entanto, ele recebeu uma carta de um crente sanumá contando que realizara com sucesso várias exibições do filme. “Na região de Auaris há grupos isolados com menos de 20 pessoas. É nesses lugares que os nossos irmãos sanumás estão chegando e propagando a mensagem do evangelho”, conta Mimica empolgado. O plano dele é, a cada viagem à aldeia, levar pelo menos um kit novo.

Ministério Sanumá - As primeiras décadas de ministério nas aldeias da região de Auaris foram marcadas por poucas respostas positivas ao evangelho. Mas nos últimos cinco anos tem havido um grande avivamento entre o povo. Foi também nesse período que o trabalho de tradução do Novo Testamento foi concluído. No início deste ano, quatro igrejas foram constituídas nas comunidades de Auaris, Olomai, Kolulu e Mauxinha. Além dessas aldeias maiores, há dezenas de famílias vivendo em pequenos grupos.

Hoje a MEVA mantém a assistência aos sanumás com o ministério dos casais Paulo Silas e Iveli Diniz e Mimica e Lene Santos. Mas ainda há falta de missionários residentes entre o povo. Ore ao Senhor da seara para que Ele envie mais trabalhadores.

A Igreja sanumá tem assumido o trabalho de edificação e evangelização do povo. As reuniões e cultos impressionam pela maneira particular desse povo de louvar a Deus. A MEVA realiza em Auaris módulos do projeto Micali – Ministério de Capacitação de Líderes. Esta semana, os missionários Mimica e Daniel Teeter estão ministrando a matéria Síntese do Velho Testamento II.

O filme JESUS já foi traduzido para 694 idiomas, por meio de parcerias do Projeto Filme Jesus com 835 agências cristãs. Estima-se que 4 bilhões de pessoas ao redor do mundo já assistiram à produção em sua própria língua. A MEVA conta com traduções do filme nas línguas uai-uai, ianomâmi sanumá e macuxi. Também utiliza a versão em ianomâmi xamatari em outras aldeias de fala ianomâmi.

Vídeo: assista a trechos de um culto em Auaris
Vídeo: a comissão de Pedro – Assista a um trecho do filme Jesus em sanumá
Veja o Mapa

1 comment 01/12/2009

Missão promove encontro de líderes uai-uais, macuxis e uapixanas

A MEVA promoveu nas últimas semanas dois grandes encontros para líderes das igrejas das etnias uai-uai (6 a 8), e macuxi e uapixana (12 a 15). Mais de trinta igrejas indígenas foram representadas nos ajuntamentos, realizados em um acampamento cedido pela Igreja Batista Regular de Boa Vista. “O objetivo da missão ao realizar estes encontros anualmente é edificar as comunidades, promover o intercâmbio e a comunhão para que os líderes compartilhem as dificuldades e busquem soluções, unidas, orando uns pelos outros”. Para alguns indígenas no noroeste do Pará e norte do Amazonas, a viagem até Boa Vista levou quatro dias de canoa, barco e ônibus.

Na década de 40, macuxis, uapixanas e uai-uais foram os primeiros grupos alcançados pelos missionários, que no fim dos anos 50 fundaram a MEVA. Hoje há dezenas de igrejas entre esses povos. Algumas recebem apoio direto da missão. Outras estão ligadas a igrejas de Boa Vista ou são autóctones. Além de ceder seu acampamento, a Igreja Batista Regular de Boa Vista – que mantém frentes de trabalho entre os povos do cerrado de Roraima e apóia obreiros indígenas e brancos na região – foi parceira da missão na organização do encontro macuxi e uapixana.

 

-> Clique e Leia sobre o Encontro de líderes Uai Uai

 


 

->Clique e leia sobre o Encontro Macuxi e Wapixana



Add comment 19/11/2009

Os desafios das aldeias onde quase todos dizem ser cristãos

Sempre que um grupo de crentes uai-uais se reúne causa um impacto em quem os vê. Foi assim para missionários, pastores e visitantes que passaram pelo acampamento Elim durante o II Encontro de Lideranças das Igrejas Evangélicas Uai-uais há 10 dias. Cerca de 50 participantes, vindos de 17 aldeias de oito regiões, conduziam momentos de oração e louvor antes das palestras e das refeições. Em cada período livre, aproveitavam para cantar suas canções e estudar as lições, revelando a alegria e o amor a Deus de um povo que em quase sua totalidade professa a fé em Cristo. [+] Assista em vídeo à história dos uai-uais

Mesmo antes de o sol nascer, os uai-uais se reuniam para cantar e orar uns pelos outros. Chamou a atenção dos missionários a preocupação dos líderes de anotar cada estudo e preparar relatórios para suas comunidades, com o conteúdo do encontro. As aldeias uai-uais ficam muito distantes de Boa Vista, no sudeste de Roraima, norte do Amazonas e noroeste do Pará. São cerca de 3 mil indígenas da etnia no Brasil. O caminho para alguns foi bem longo. Os líderes da região de Mapuera, no Pará, foram de canoa da aldeia até Oriximiná, de barco de lá até Trombetas, onde pegaram um barco maior para Manaus. De Manaus para Boa Vista foram 12 horas de ônibus; quatro dias de viagem ao todo!

Permanecer nos caminhos do Senhor – A igreja uai-uai vive um momento crucial em sua história. Hoje os pastores e tuxauas (chefes) são filhos da geração que aceitou a Cristo nos anos 50 e 60 – alguns foram testemunhas oculares da mudança vivida pelo povo após a conversão. [+] Leia: ‘Um clamor pela nova geração’. A iminente transição de gerações, o nominalismo crescente devido ao cristianismo ser hoje a ‘religião oficial’ do povo, a vida da Igreja em meio a essa realidade e o potencial missionário do contato dos uai-uais com outras etnias nortearam a organização do encontro na escolha dos temas:

- A responsabilidade da igreja e dos pais no ensino dos jovens (Milton Camargo, presidente da MEVA);
- A importância da unidade da Igreja como Corpo de Cristo (Otoniel Berti, vice-presidente da MEVA);
- Os princípios da disciplina na Igreja (Pr. Calvino Camargo, membro da I Igreja Presbiteriana de Roraima);
- Os princípios para o ensino e discipulado (Carlos Champlin, missionário da MEVA entre os uai-uais);
- A importância da evangelização (Edson Silva, missionário da MEVA, coordenador do encontro)

As palestras aconteceram pela manhã e à tarde.  Nas duas primeiras noites foi exibido o filme Terra Selvagem (End of Spears), que conta a conversão de uma tribo no Equador, que custou a vida de cinco missionários. A história aconteceu na mesma época em que os missionários chegaram aos uai-uais.  Na terceira noite foi exibido o filme Hakani, sobre o infanticídio indígena no Brasil. O filme foi usado para tratar, entre outros temas, o aborto. O problema tem crescido e preocupa as lideranças e famílias uai-uais.

1 comment 19/11/2009

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