HISTÓRICO DO TRABALHO ENTRE OS INGARICÓS

02/09/2009 at 8:14 2 comentários


 

Quem são os Ingaricós:

 

O povo Ingaricó habita no norte do estado de Roraima, na divisa do Brasil com Venezuela e Guiana Inglesa. São aproximadamente 1500 indígenas que moram em sete aldeias, às margens do rio Cotingo. Jean e Rozinete Piuna trabalham na aldeia chamada Cumaipá, onde vivem aproximadamente 160 indígenas.

História do apoio da MEVA às comunidades ingaricós:11Estudo da Língua

 

Desde pequena Rozinete testemunhou o contato de sua família com os ingaricós, que ajudavam nas roças de sua família. Durante anos, no período em que há maior incidência demalária, com o apoio da MEVA e da FUNAI, os ingaricós e macuxis eram tratados numa clínica montada na Fazenda Igarapé Azul de propriedade do seu pai.

Durante a década de 90, missionários da MEVA faziam visitas de seis em seis semanas, com a presença de médicos, enfermeiros e dentistas, e forneciam os medicamentos necessários. Nessas viagens os missionários eram acompanhados por irmãos macuxis que ficavam responsáveis pela pregação. Depois de 2000, a Funasa assumiu a área de saúde.

Antônio e Marinalva Vitorino foram os primeiros missionários da MEVA a trabalhar diretamente com os ingaricós, de 1990 a 1993. Foram responsáveis pela construção de uma escola em Cumaipá, onde foram dadas aulas de alfabetização em ingaricó e português. Eles também iniciaram o estudo e análise da língua ingaricó naquela comunidade. Confeccionaram a primeira cartilha, deram início ao dicionário e desenvolveram uma ortografia provisória.

Em 1994, Davi e Grace Cromptom moraram em Cumaipá no lugar da família Vitorino, mantiveram as aulas na escola por um ano para manter o posto aberto.

No ano seguinte, chegaram ao campo Daniel e Lilian Hoobyar com o desejo de trabalhar entre os ingaricós. Porém, inicialmente eles se envolveram com o trabalho macuxi, na aldeia de Flexal. Com o apoio de outros irmãos, em 1996 começaram a fazer visitas às comunidades ingaricós.

A partir de julho de 2004, Jean e Rozinete chegaram para formar uma equipe.

No início, os dois casais faziam viagens curtas para a aldeia de Manalai, e depois para Cumaipá. Depois de 2007, a convite da comunidade, Jean e Rozinete começaram a passar períodos mais longos em Cumaipá, enquanto Daniel e Lillian faziam visitas. Desde 2008 Jean e Rozinete são o único casal trabalhando em Cumaipá, ainda com o alvo de traduzir a Bíblia para a língua deles. Porém as pessoas que passaram anteriormente pelo trabalho deixaram uma base bem sólida. A missionária Miriam Abbott, com sua experiência de ter traduzido o Novo Testamento Macuxi, tem auxiliado diretamente com suas orientações e consultoria.

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O SUSTENTO DO MISSIONÁRIO Malária sob controle no Alto Uaricoera

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