Posts filed under ‘Pedidos de oração’

Clamor pela nova geração

Geraldo - líder Uai Uai

Geraldo é filho de Quirifacá – um dos primeiros uai-uais convertidos em 1949. Cresceu nos caminhos do Senhor e hoje é líder de sua aldeia às margens do rio Anauá, em Roraima. Além da liderança política, Geraldo é uma importante voz entre os crentes de sua etnia. Durante o encontro, Geraldo conversou com o missionário André Souza e narrou sua preocupação com o futuro do povo diante de novas tentações. Muitos jovens e adultos têm ido às cidades, participado de festas e bebedeiras, e levado parte dessa cultura para a aldeia. Recentemente, Geraldo descobriu que algumas pessoas estão comprando filmes pornográficos e promovendo sessões escondidas em suas casas.
Eu fico vendo os jovens hoje em dia… Os pais que não andam no caminho certo têm filhos que também começam a seguir o caminho errado.  Os pais que seguem o caminho certo, os filhos confiam neles e seguem o caminho que o pai lhes mostrou.

Eu encontro muitos jovens uai-uais que estão ouvindo músicas do mundo e vendo filmes que não são bons. Existem filmes evangélicos e é isso que eu quero que eles vejam. Minha preocupação é que os filhos estão comprando essas coisas na frente dos pais, com o seu consentimento. Parece que muitos uai-uais não querem mais seguir a Jesus.

A despedida - Quando meu pai estava doente, em 2005, eu viajei para o Amazonas para uma conferência evangélica. Eu estava retornando da viagem e meu pai sabia que os filhos estavam viajando, mas ele queria que todos chegassem onde ele estava o mais rápido possível, antes que ele morresse.

Mandou recado para eu acelerar a viagem para chegar a Anauá. Quando eu cheguei, ele conversou comigo para que eu confiasse em Deus até o fim da minha vida, como ele também viveu, como ele seguiu o caminho de Deus até o fim. Todos os filhos receberam esse conselho.

Ele falou que se um dia as pessoas viessem aqui, procurando saber se existe pajé e feitiçaria, era pra dizermos que não era coisa de Deus. Coisa de Deus é seguir, orar e viver pela fé. O Único Deus é o Deus que nós adoramos e confiamos. Quando ele terminou de falar essas coisas, ele começou a fechar os olhos. Eu chamei: ‘Pai, pai…’ Ele não respondeu mais. Peguei o pulso e ele não respondeu mais.

Família- Quirifacá e Geraldo, o filho mais velho

19/11/2009 at 17:57 1 comentário

Boas notícias para Nayane!

familia taetsNa última edição da ‘Entre Nós’ compartilhamos sobre o caso de Nayane Taets. Pedimos suas orações para que o Senhor mostrasse o que ela tinha e que acalmasse o coração de seus pais. Com certeza Deus ouviu nossas orações!

Os pais da Nayane estavam pensando em viajar para Goiânia para ali buscar assistência médica mais especializada. No entanto, semana passada tivemos a oportunidade de receber a visita do cirurgião pediatra Moacir Magalhães que passou um tempo em Haricato-ú e uma semana em Boa Vista. Ele examinou a Nayane e, ao ver seus exames de sangue, diagnosticou a doença como sendo mononucleose infecciosa.

Trata-se de uma bactéria que causa nódulos na região cervical. Afirmou que os mesmos desaparecerão lentamente e não será necessário fazer biópsia.Orientou-os ainda a fazer um ultrassom para verificar se os nódulos diminuíram. Ela já está tomando antibióticos e seus pais estão aliviados por não ser nada grave.

Quanto à bartonella, o exame não ficou pronto, pois é feito nos Estados Unidos. O Dr. Moacir também levou uma amostra do sangue de Nayane para São Paulo a fim de fazer exames mais aprofundados e eliminar qualquer dúvida.

Nara e Elias agradecem as orações e as palavras de conforto enviadas por muitas pessoas. Pedem que continuem a orar tanto pela recuperação da Nayane quanto pelo resultado dos exames feitos em São Paulo.

27/10/2009 at 22:26 1 comentário

Operação da Polícia Federal e Exército aborda missionários e investiga edificações da MEVA em Parimi-u e Haricato-u

pfUma equipe formada por agentes da Polícia Federal e integrantes do Exército abordou na manhã desta segunda-feira (dia 12) os missionários da MEVA que estavam nos postos de Parimi-u e Haricato-u. Os membros da operação, que chegaram sem aviso e armados às duas aldeias, apresentaram um mandado de busca e apreensão autorizando-os a recolher papéis e objetos relacionados a uma investigação sobre garimpos ilegais na região.

Em Parimi-u foram retidos CDs e cartões de memória de máquina fotográfica. Em Haricato-u não houve apreensões. O mandado também determinava que a investigação ocorresse nas instalações da MEVA em Auaris, onde há um quartel do Exército. No entanto, não havia nenhum missionário lá na hora da operação.

Não há muitos detalhes sobre a operação. O relato do ocorrido foi feito por rádio na manhã de ontem (dia 13). Os missionários que estavam nos postos se concentraram em transmitir à administração da missão em Boa Vista a solicitação da PF de que em 48 horas fosse apresentada à sede do órgão na cidade um documento da FUNAI autorizando a permanência dos missionários em Parimi-u e Haricato-u. A autorização já foi obtida e os missionários poderão permanecer nesses postos.

Asas de Socorro

No fim do dia, um piloto de Asas de Socorro e um casal de missionários da missão foram surpreendidos pelos agentes federais. O avião havia chegado de Mucajaí ao hangar da missão no Aeroporto Internacional de Boa Vista. No hangar foram apreendidos entre outros, laptop, GPS, pendrive e documentos. Ainda na manhã de ontem a equipe da missão conseguiu providenciar os documentos necessários para voar e retornou a operar.

Investigação

O número dos autos registrados no mandado de busca e apreensão refere-se a um processo que corre em segredo de justiça desde 2007. O que se sabe até o momento é que não foi apenas nos postos da MEVA que houve a abordagem. O jornal Folha de Boa Vista noticiou ontem que, na segunda-feira, agentes federais e membros do Exército fecharam dois garimpos ilegais operados por indígenas macuxis na reserva Raposa-Serra do Sol. A TV Roraima, afiliada da Rede Globo, informou que o Exército confirmara a existência da operação conjunta com a finalidade de investigar e remover garimpeiros das reservas indígenas de São Marcos, Raposa-Serra do Sol e Ianomâmi.

Trecho da matéria publicada hoje na Folha de Boa Vista:

A Polícia Federal e a 1° Brigada de Infantaria de Selva realizam a Escudo Dourado em parceria, com base em levantamentos de inteligência que apontaram a exploração ilegal de minérios nas reservas. Tropas do Comando de Fronteira Roraima do 7º BIS e do 12º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado também participam da operação, que tem apoio aéreo do Comando Militar da Amazônia (CMA), por meio do 4º Batalhão de Aviação do Exército, sediado em Manaus. O Exército não divulgou o número de homens na operação.

O general Carlos Alberto Barcellos, comandante da 1ª Brigada, explicou que a operação é feita anualmente. “Essa operação é realizada no contexto de uma operação dos pelotões de fronteira que acontece durante todo o ano. O objetivo específico é prevenir ou reprimir qualquer atividade ligada aos crimes transfronteiriços, garimpo ilegal, crime ambiental, narcotráfico, descaminho de combustível e contrabando. Vamos atuar especificamente na prevenção e repressão a esses crimes”, esclareceu.

[+] Leia a matéria publicada na folha de Boa Vista sobre a operação

Desconfiança antiga

A inclusão dos postos da MEVA na operação traz à tona uma acusação recorrente à missão. Em 1966, quando a maioria dos missionários da MEVA era norte-americana, um jornal de grande circulação no Brasil publicou uma matéria afirmando que havia um garimpo na região de Uaicás. O texto, que trazia inclusive nomes, chegava ao absurdo de afirmar que um jato aterrissava no local para levar as roupas dos missionários para lavar nos EUA.

A operação da Força Aérea Brasileira (FAB) decorrente dessa acusação iniciou uma aproximação entre a FAB e a MEVA. Hoje poucas pessoas sabem que as pistas de Uaicás, Auaris, Anauá, Surucucu e Parima A e B foram abertas em parceria dos militares com os missionários da MEVA, que falavam as línguas indígenas, o que possibilitava o contato dos militares com os povos. Missionários e militares tinham também um interesse em comum, a permanência de pessoas nessas pistas abertas em clareiras nas regiões de fronteira.

Coronel Camarao

Brigadeiro Camarão (à direita)

A Operação Parima, que coordenou a criação das novas pistas de pouso, tinha à frente o Coronel Camarão, posteriormente Brigadeiro da FAB, e que seria reconhecido como figura central na consolidação da presença militar nas fronteiras do Norte do Brasil. Mesmo não sendo cristão e não tendo nenhuma afinidade com a fé que movia os missionários, o coronel se tornou parceiro da missão por sua habilidade em conjugar os interesses das forças armadas com a proposta da MEVA de chegar a povos não alcançados.

Mesmo com anos de proximidade com a FAB, as acusações contra a MEVA nunca cessaram. Em Roraima correm de boca em boca histórias fantásticas de túneis e aviões invisíveis a radar. Para muitas pessoas a permanência dos missionário nas aldeias só se justificaria por um retorno financeiro alto, gerado por atos ilegais.

Tudo isso reflete a cegueira espiritual e a incapacidade do homem sem Deus de compreender que o amor à cruz de Cristo torna qualquer privação aceitável e que a salvação de almas vale mais do que qualquer bem material!

ORE PELA MEVA!

=> Pelas autoridades do nosso País, civis e militares.

=> Por esta operação. Que ela sirva para revelar às pessoas a seriedade e a correção diante da Lei do trabalho desenvolvido pela MEVA.

=> Pelos missionários que estavam nos postos durante a operação

14/10/2009 at 11:07 14 comentários

Família Taets pede orações por Nayane!

NayaneTemos vivido algumas situações difíceis nas últimas semanas. Vimos o menino Barak Brown quase falecer por causa de uma pneumonia muito forte e logo em seguida sua família ser acometida da mesma enfermidade. Graças a Deus estão restabelecidos! Nos últimos dias, no entanto, temos acompanhado o caso de Nayane Taets, de seis anos, filha dos missionários Elias e Nara, que trabalham na aldeia de Parimi-u.

Nayane viajou com sua mãe para Goiânia no mês passado e quando retornou sentiu um inchaço na região do maxilar. Aparentemente era caxumba, mas depois de uma ultrassonografia  verificou-se que se trata de vários nódulos na região.

O médico que examinou a menina tem como principal suspeita uma doença transmitida por animais selvagens, chamada bartonella. Além de um cachorro, Nayane vive literalmente grudada com Kity, um filhote de bicho-preguiça. O médico informou que já havia visto casos semelhantes e pediu exames específicos para essa doença e para toxoplasmose. Esta semana saem os resultados.

Caso sejam negativos, os próximos procedimentos serão uma punção ou biópsia de um dos nervos. Toda esta situação tem angustiado o coração dos pais e também dos avós da menina, Josimar e Lena, que também são missionários da MEVA. A família está ansiosa por um diagnóstico rápido e o início do tratamento. Os pais da menina continuam em Boa Vista. Os avós, apesar do coração aflito, partiram esta semana para o posto Mucajaí.

Os exames específicos feitos até agora não foram cobertos pelo plano de saúde. Elias e Nara tiveram que pagar aproximadamente R$500,00 por eles. A aprovação dos próximos exames pelo plano de saúde é motivo de grande apreensão. Outro gasto previsto pela família, caso Nayane necessite de maiores cuidados, é a remoção dela e da família para a cidade de Goiânia, onde estão a família de Nara e uma das igrejas que apóia o casal.

Criando os filhos na selva:

Família TaetsElias, Nara, Nayane e Elizeu (3 anos) trabalham em Palimiu há 10 anos. Em 2010 eles vão morar em Boa Vista. Nayane está em idade escolar e precisa freqüentar uma escola regular. De acordo com Nara, morar com a família na aldeia é muito positivo, pois permite que todos fiquem juntos e longe da violência da cidade grande. Sabe, no entanto, que onde estiverem haverá pessoas que fazem coisas erradas e usam esees exemplos para mostrar a seus filhos que todos necessitam de Jesus. Algo que tem sido bom para esses pais é ver seus filhos desenvolvendo um amor genuíno pelo povo com quem trabalham. Por outro lado, os filhos têm dificuldade de assimilar coisas da própria cultura, pois os indígenas não agem da mesma forma. Isso tem sido muito difícil, pois Nayane gosta muito de estar com eles e já entende aspectos da cultura que até seus pais desconhecem.

ORE:

> Pela cura da Nayane;

> Pelos resultados dos exames, que Deus revele logo o que ela tem

> Que Deus supra as necessidades com relação aos gastos com os exames;

> Sabedoria para agir e tomar decisões;

> Pelos avós que estão na aldeia.

14/10/2009 at 10:44 6 comentários

Em meio a provações, alegria!

BEM VINDA, SUSANA DE SOUZA PIUNA!

Susana

O destino de Susana seria diferente se não fosse o casal Jean e Rozinete, missionários da MEVA entre o povo ingaricó. Casados há 11 anos e com um grande desejo de ter filhos, eles estavam impossibilitados de serem pais devido a um problema hormonal da esposa.

O tempo passou e veio ao casal a intenção de adotar uma criança, que Jean e Rozinete compartilharam com alguns irmãos de sua igreja local. Em julho deste ano, por meio desses contatos, conheceram uma jovem gestante que estava disposta a entregar seu bebê a alguma família. Foi então que o casal, depois de muita oração e o direcionamento de Deus, concluiu que este era o presente do Pai para suas vidas!

Suzana de Souza nasceu dia 5 de outubro com 3,543 quilos e 53 centímetros. Com dois dias de vida foi entregue ao casal que está com a guarda provisória de Susana. Após o terceiro mês, eles entrarão com o processo de adoção.

Ore por essa família. Hoje, Jean e Rosinete desenvolvem um trabalho pioneiro entre o povo Ingaricó, com aprendizado da língua, tradução bíblica e discipulado entre o povo. O sustento financeiro está 70% abaixo do mínimo mensal proposto pela missão para manter sua vida e ministério.

[+] Clique aqui e saiba mais sobre o ministério deste casal
 

 

Você pode abençoar financeiramente esta família

Para ofertas, deposite na conta:

BANCO BRADESCO – AGÊNCIA: 522

CONTA CORRENTE: 13.237-3

IMPORTANTE: ACRESCENTE R$ 0,31  PARA IDENTIFICAR SEU DEPÓSITO PARA A FAMÍLIA PIUNA

Se você mora em Boa Vista, você também pode ajudar a suprir a necessidade da pequena Suzana com fraldas e Leite NAN. Entre em contato com a MEVA pelo fone (95) 3224 1621 no horário comercial ou escreva para meva@meva.org.br

14/10/2009 at 10:19 Deixe um comentário

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Família Piuna

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meva@meva.org.br
 

 

Ore por essa família. Hoje, Jean e Rozinete desenvolvem um trabalho pioneiro entre o povo Ingaricó, com aprendizado da língua, tradução bíblica e discipulado entre o povo. O sustento financeiro está 70% abaixo do mínimo mensal proposto pela missão para manter sua vida e ministério.

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14/10/2009 at 10:17 Deixe um comentário

Vídeo de gratidão Família Brown

Após o susto com o caso grave de pneumonia de Barak Brown, todos os membros da família contraíram a doença. O tratamento com antibióticos terminou ontem (dia 29.09). Daniel, o pai, teve o caso mais preocupante depois de Barak,  mas graças a Deus todos estão se recuperando bem. Daniel, Krista e os filhos Barak, Daniella e Joshua já planejam o retorno para sua casa e ministério no posto Parimi-ú. Na aldeia, há pelo menos 20 casos de pneumonia entre crianças e adultos. Somos gratos a Deus pelas manifestações de apreço e orações de todos, e as palavras de ânimo daqueles que comentaram em nosso blog.

Clique e assista o Vídeo!

 

30/09/2009 at 0:54 5 comentários

NOVO RUMO NA TRADUÇÃO DA BÍBLIA PARA A LÍNGUA PARIMITÉRI

Por Sandra Campos

Felio, Isaque, Ricardo, Patricia, Miriam

Equipe trabalhando na tradução

Há alguns anos o trabalho de tradução de porções da Bíblia levava muito tempo para ser concluído. Muitos tradutores gastavam suas vidas nessa tarefa. Hoje, a possibilidade desse trabalho ser concluído com mais rapidez tem se tornado uma realidade. Um exemplo disso é a iniciativa da equipe do posto Parimi-ú, que trabalha com o povo ianomâmi no Alto Uraricoera, em se unir para acelerar o trabalho. Com as novas ferramentas disponíveis e o trabalho de mais membros da equipe do posto, a possibilidade de diminuir o tempo de tradução e de ver a Bíblia toda traduzida tem motivado esses missionários.

Até hoje a tradução para a língua parimitéri é feita por dois missionários. Patrícia Rocha trabalha em Boa Vista concluindo o livro de Apocalipse. Estevão Anderson, residente no posto, revisa os livros e porções que já foram traduzidos. A missionária Betânia Rodrigues apóia na aldeia no processo de retrotradução, ou seja, a tradução do texto da língua de destino novamente para o português, com o auxílio de um indígena, a fim de verificar sua compreensão, especialmente das expressões utilizadas.

O novo modelo de trabalho vai envolver todos os membros da equipe que já dominam o idioma ianomâmi parimitéri. Daniel Brown e Nara Taets vão auxiliar na verificação do que já foi traduzido e participar diretamente das etapas de trabalho das próximas traduções. Betânia vai se envolver ainda mais no trabalho de retrotradução com consultores.

Tempo e disciplina

Nara e Betânia

Daniel Brown aponta a pesada rotina de manutenção do posto como um desafio a ser superado para a consolidação desse novo modelo. “Eu já pensava em ajudar, mas com tantas atividades na aldeia, não encontrava tempo para me dedicar exclusivamente a isso”, explica. Daniel já está aprendendo a utilizar o programa de tradução e a fazer a retrotradução.

Nara Taets destaca a disciplina para conciliar a família com o trabalho de tradução e outras atividades no posto como um alvo para o bom andamento do projeto. “Foi Deus quem me deu sabedoria para eu saber o que sei da língua ianomâmi.  Ele me ajudou a aprender para que, por meio da tradução da Bíblia, o povo ianomâmi tenha o privilégio de ouvir Deus falar através da Bíblia em sua própria língua,” explica Nara. (Foto: Betânia e Nara)

A família de Nara se prepara para iniciar uma nova fase de seu ministério em Boa Vista, a partir do final de 2009, para acompanhar de perto o estudo dos filhos. O trabalho de tradução será uma das formas de Elias e Nara continuarem diretamente envolvidos com o povo de Parimi-ú, apesar da distância.

Desafios da Tradução

“Há quem pense que para traduzir a Bíblia é preciso simplesmente conhecer a língua para a qual o texto será traduzido. No entanto, é importante entendermos que a realização desse trabalho passa por várias etapas”, frisa Patrícia Rocha.

De acordo com Patrícia, na primeira fase faz-se o levantamento dos termos chave e a exegese do livro, só então se começa a tradução, utilizando para isso diferentes  informantes, que farão o teste de compreensão. No caso de Patrícia, Betânia faz a retrotradução,  a tradução do texto ianomâmi para o português. Depois o material é enviado à consultora externa – uma linguista mais experiente - que verificará todo o trabalho feito até aquele momento. Se houver mudanças necessárias, ela manda de volta e a tradutora efetua as correções.

Batismos e conversões

Batismos e conversões

Sede pela palavra

Segundo Patrícia, há um grande clamor dos crentes parimitéris pelos trechos e livros já traduzidos. “Eles querem ter em mãos para estudar e ensinar”. Nos últimos três anos, 56 indígenas foram batizados em Parimi-ú.  Trata-se de um movimento sem precedentes na história desse povo. Nesse contexto, a Bíblia na língua do povo de Parimi-ú torna-se um imperativo para a MEVA que há mais de 50 anos mantém equipes na região do Alto Uraricoera.

30/09/2009 at 0:45 Deixe um comentário

Em nossas lutas, Ele é fiel!

Por Krista Brown

Na manhã de sexta-feira, dia 4 de setembro, quando Barak, nosso filho de 9 anos, acordou com dor de garganta e febre, meus primeiros pensamentos foram: “Puxa, agora é a vez dele.” Uma terrível gripe e tosse estavam passando por Parimi-ú, a aldeia ianomâmi onde nós vivemos e temos nosso ministério. Durante todo o mês, o trabalho médico na clínica tinha sido muito estressante com numerosos casos de gripe e diarréia, sem mencionar os diversos pacientes que haviam contraído pneumonia. Nossa filha mais velha, Daniella, havia tido a gripe  duas semanas antes, mas, depois de três dias de febre alta, ela rapidamente se recuperou. No terceiro dia da doença do Barak, no entanto, a febre aumentou e ele começou a tossir. Quando meu marido, Daniel, detectou um chiado no pulmão direito de Barak na segunda à tarde, nós começamos a tratá-lo com antibiótico.

 

Krista e Daniel com os filhos Barack, Joshua e Daniela

Krista e Daniel com os filhos Barak, Joshua e Daniella

Nos dias que se seguiram, houve momentos em que a tosse e a febre pareciam estar diminuindo, e nós pensávamos: “Talvez ele esteja finalmente melhorando!”. No entanto, mesmo depois de três dias de antibiótico, antitérmico, inalação e expectorante, a tosse de Barak não mostrava qualquer sinal significativo de melhora. Na sexta-feira de manhã, nós decidimos chamar o avião para levá-lo ao hospital mais próximo que fica a 260 quilômetros, em Boa Vista. Este seria o primeiro vôo de emergência que nossa família precisava em 12 anos de vida na mata. Uma vez mais sentimo-nos agradecidos pelo ministério de Asas de Socorro. Ano após ano essa Missão tem-nos oferecido transporte seguro e acessível, necessário para apoiar a vida e o ministério em lugares tão isolados como este.

Após aterrissar em Boa Vista naquela tarde, nosso colega Wanderlei Pina nos levou diretamente para a emergência do Hospital da Criança Santo Antônio. Ficamos aliviados ao perceber que não havia muitas pessoas aguardando atendimento. Dentro de uma hora, Barak foi examinado e foram feitos alguns exames. O raio X mostrou que ele tinha um caso de moderado a sério de pneumonia nos dois pulmões, e que havia um pequeno derrame pleural do lado direito. Ele foi internado e começaram o tratamento com antibiótico intravenoso.

Olhando para trás, somos gratos pela fidelidade e direção do Senhor: nas  24 horas seguintes, a situação do Barak se agravou rapidamente. Ele teve de ficar com oxigênio continuamente, e ao invés de mostrar sinais de melhora, parecia estar piorando. Sábado às 15h, eu cheguei ao hospital para trocar com Daniel, era minha vez de ficar com Barak. Assim que entrei no quarto, fui recebida pelo olhar ansioso do meu marido. Bastou olhar de relance para Barak e rapidamente entendi a causa da preocupação de Daniel. A respiração de Barak tinha se tornado muito superficial e difícil. Ele não abriu os olhos ou percebeu minha chegada, e estava com grandes manchas vermelhas na face. A febre estava subindo novamente o que sempre dificulta mais a respiração. Quando chamamos o médico, fomos informados de que ele estava ocupado com outra emergência.  Daniel saiu do hospital e começou a fazer alguns telefonemas. Ele achou Márcia Camargo no cabeleireiro. Antes mesmo de terminar o que estava fazendo, ela deixou o salão e dentro de uma hora, sua amiga, Dra. Marisa, e ela estavam ao lado da cama de Barak. A essa altura o médico tinha vindo, substituído o antibiótico anterior por penicilina, a medicação contra febre tinha ajudado a estabilizar sua respiração e ele estava um pouco mais alerta. Em sua fidelidade, Deus enviou a Márcia e a Dra. Marisa para nos confortar e encorajar quando nossa tribulação tinha atingido um clímax. Dra. Marisa, médica influente na cidade, ajudou conversando com os médicos do hospital e solicitando atenção especial ao caso do nosso filho.

No meio daquela aflição, enquanto tudo acontecia, eu me sentei ao lado da cama do meu filho, segurei em sua mão e, entre lágrimas, tentei confortá-lo dizendo que não precisava ficar com medo, que Jesus estava com ele e que talvez ele O veria naquele mesmo dia. Ele então demonstrou estar me ouvindo apertando minha mão e, nesse momento, derramou algumas lágrimas também.

No final da tarde, a penicilina começou a fazer efeito, a febre desapareceu, e Barak começou a mostrar sinais de melhora. Foram feitos outras radiografias no domingo que deixaram a pneumologista espantada com a mudança. Ela até comentou que a segunda chapa nem parecia ser do mesmo paciente da anterior. Nós louvamos a Deus por sua bondade e misericórdia por nós. Barak recebeu alta do hospital na terça, 8 de setembro. Nós estamos aguardando seu total restabelecimento no alojamento da MEVA, e esperamos poder voltar logo para nossa casa e ministério em Parimi-ú.

15/09/2009 at 16:18 24 comentários

PROVAÇÕES NOS CAMPOS AVANÇADOS

Por Timóteo Camargo

O testemunho de quase todas as famílias que viveram nos campos avançados, em aldeias no meio da selva, inclui provações relacionadas a doenças de filhos. Além dos perigos próprios da vida na mata, muitas vezes a impossibilidade de um diagnóstico e tratamento rápidos causam o agravamento das enfermidades e multiplicam os riscos. São situações de que todos os missionários estão cientes e preparados para enfrentar.

SANUMASEm 1971, Davi, um dos filhos do casal Donaldo e Anita Borgman, morreu aos cinco anos, picado por uma cobra. O menino havia brincado com o animal moribundo em uma maloca e, questionado pelos pais ao apresentar os primeiros sintomas da intoxicação, não soube explicar o que houvera. Quando o avião foi chamado no dia seguinte, pois o incidente havia ocorrido bem tarde no dia anterior, já era tarde demais. O amor ao chamado levou essa família a permanecer no campo por mais de duas décadas após o incidente. E em 2007, os pais dessa criança puderam testemunhar o principal resultado de seu ministério: o Novo Testamento traduzido para a língua sanumá entregue a uma igreja nascente. [+] LEIA MAIS SOBRE AS IGREJAS SANUMÁ

larissa

Larissa Kirsch

Em 1989, Larissa tinha seis anos e morava com os pais, Curt e Marta Kirsch, no posto Parimi-ú, entre ianomâmis. Havia muitos casos de malária na localidade, inclusive Falciparum, a forma mais letal da doença. Pelo menos 60% da comunidade estava doente. Muitas crianças morreram na aldeia. Larissa e sua mãe contraíram os dois tipos da malária. Quando estava em tratamento, Larissa ficou muito mal e teve de ser removida para Boa Vista, com suspeita de malária cerebral. Na cidade pôde passar por um tratamento novo à época, e se recuperar rapidamente.

Família Camargo

Timóteo com os pais

Em meados de 1982, a situação de malária no posto Mucajaí era muito grave. A maioria dos indígenas das três aldeias principais daquele povo estava com a doença. Várias crianças desenvolveram malária cerebral. Na ocasião, eu tinha dez meses de vida e foi quando contraí minha primeira malária. Não é incomum missionários em aldeias terem malária. Meu pai, Milton, adoeceu seis vezes em dois anos e meio. Mas como se tratava de um bebê, o sentimento de impotência e apreensão tomou conta dos meus pais. Deus permitiu que eu me recuperasse sem qualquer complicação maior.

NOTA: Hoje quase não existe mais malária na região devido ao bom trabalho de prevenção – borrifação das casas, nebulização da mata, e busca ativa mesmo quando não existem casos de malária no local. [+] Leia mais sobre a situação da malária em Parimi-ú

15/09/2009 at 16:16 Deixe um comentário

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