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Capacitação em Monte Moriá
Queridos colaboradores,Graça e Paz!
“… aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus”. Ef.5:16
Segue um breve relatório sobre a nossa viagem para a área indígena macuxi, comunidade de Monte Moriá, onde estivemos durante os dias 9 a 17 de setembro ministrando o curso Prática Pastoral 2, conforme o Programa de Capacitação de Líderes, que abordou o propósito de Deus para a família, partindo do princípio de que uma igreja é forte à medida que suas famílias são fortes. Na ocasião estiveram presentes 70 alunos, alguns vindos de outras comunidades da região.Participar deste programa, tem sido para nós um privilégio muito grande. Ver o entusiasmo dos alunos e o desejo de aprenderem mais da Palavra de Deus é algo tremendamente gratificante. Eu, Cecília e Brian, casal de missionários, viajamos juntos até o Município do Uiramutã. De lá eles seguiram para a aldeia macuxi de Flexal e eu para aldeia de Monte Moriá. A comunidade de Monte Moriá está localizada em um vale muito bonito, cercado por montanhas, na parte nordeste do estado de Roraima. Sendo que a comunidade não possue pista de pouso tivemos que voar com Asas de Socorro até a comunidade indígena do Uiramutã, de onde seguimos por terra até Monte Moriá.
A viagem por terra, que a princípio seria sobre um “jirico” (pequeno trator) me preocupou um pouco, tendo em vista os meus problemas de coluna. No entanto, mais uma vez pudemos perceber a graça e a misericórdia de Deus suprindo um carro que, nos melhores trechos da estrada, conseguia alcançar 30 km por hora, o que foi muito bom.
A aldeia possui uma escola, um posto de saúde e uma igreja evangélica, fruto do trabalho (que incluía atendimento de saúde) iniciado por nossa missão há mais de vinte anos naquela região.
O povo estava tão animado que não poupou esforços para que aquela semana fosse uma semana especial. A direção da escola mudou o horário das aulas para que os alunos pudessem participar do curso bíblico sem prejuízos. Eles conseguiram um boi que supriu a carne para as refeições coletivas.
No final do curso os indígenas resolveram, por conta própria, preparar e apresentar no culto de encerramento duas dramatizações sobre o que aprenderam durante a semana.
Foi realmente emocionante. Na primeira eles representaram uma família completamente desestruturada, onde o marido não se entendia com a esposa, e os filhos eram completamente desobedientes, etc. Na segunda apresentação eles representaram o inverso, mostrando a diferença de uma família que leva a sério os princípios da Palavra de Deus.
No final, algumas pessoas reconheceram que precisavam fazer “alguns ajustes” dentro de suas famílias. Outras receberam a Jesus como salvador e outras reconciliaram-se com Deus. Foi uma grande festa onde, principalmente, o nome do Senhor foi glorificado.
Acho que isso é remir o tempo: chegar ao final do dia ou de uma atividade, olhar para trás e poder dizer: VALEU A PENA!!
Isso tem sido possível também por causa da sua ajuda. Por isso, queremos dizer muito obrigado! Nossa oração é para que o Senhor continue abençoando a todos nós, suprindo cada uma das nossas necessidades. Não se esqueçam de orar pelos nossos próximos Encontros de Líderes Evangélicos Indígenas Macuxi e Wapixana (10 à 13/11) e Uai-uai (14 à 17/11). Orem também pelo próximo Congresso do CONPLEI (Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) que acontecerá no período de 17 à 20/11.
- Cecília, Brian e Edson
- Município do Uiramutã
- Aldeia Macuxi de Monte Moriá
- Dinâmica de Grupo
- Igreja reunida
- Turma do MICALI
Juntos em oração,
Edson e Myriam Silva
Equipe apresenta em vídeo o relatório do MICALI
Assista à apresentação do relatório anual do Projeto Micali apresentado durante a convenção da MEVA
Ministério de Capacitação de Líderes Indígenas dá “volta ao mundo” e chega perto de mil alunos
Em dois anos os missionários envolvidos com o MICALI já percorreram a pé, de carro, avião e canoa o equivalente a uma volta ao mundo. Os números demonstram o alcance deste importante projeto multiplicador, que tem oferecido aos indígenas conhecimento bíblico, teológico e ferramentas para autonomia e edificação de suas igrejas e comunidades.
O Projeto em números
-> 6 etnias
-> 4 línguas envolvidas
-> 13 bases de ensino
-> 40 comunidades alcancadas
-> 9 cursos ensinados
-> 12 professores
-> 922 alunos participando
Número de alunos por aldeia*
Anauá (wai-wai)- 54 alunos
Auaris (yanomami sanumá) – 76 alunos
Flexal (macuxi) – 37 alunos
Fonte Nova (macuxi e população rural) – 21 alunos
Inaja (wai-wai) – 94 alunos
Jatapuzinho (wai-wai) – 69 alunos
Manoa (macuxi) – 11 alunos
Mapuera (wai-wai) – 332 alunos
Maracana (macuxi) – 53 alunos
Mucajai (yanomami xirixana) – 33 alunos
Parimi-U (yanomami palimthéli) – 63 alunos
Mato Grosso (macuxi) - 27 alunos
Truaru (wapixana) - 52 alunos
(*) Nem todos os alunos estiveram presentes em todos os módulos
O desafios dos contrastes
As últimas etapas do Micali – Ministério de Capacitação de Líderes – nas comunidades de Mapuera (uai-uai) e Manoá (macuxi e uapixana) tiveram, em extremos opostos , recorde no número de participantes. Mapuera superou sua própria marca ao reunir 138 alunos. Em Manoá foram apenas cinco.
Brian e Cecília Karber estiveram à frente do curso nas duas comunidades que têm cerca de mil habitantes. Em Mapuera (noroeste do Pará), praticamente toda a população professa o cristianismo. Em Manoá (a 100 quilômetros de carro de Boa Vista), há igrejas evangélicas e católica; mas o número de pessoas que não mantém nenhum vínculo religioso é muito grande. O desinteresse, a promiscuidade e o alcoolismo são os maiores desafios para os líderes em treinamento.
Durante a etapa de Manoá, a mãe de um dos alunos faleceu e o curso foi interrompido. Brian teve a oportunidade de falar no funeral. O curso foi retomado no dia seguinte, com a presença do homem que perdera sua mãe.
Apostilas viajam 10 mil quilômetros
Para cumprir o objetivo de levar às comunidades indígenas um curso bíblico completo e contextualizado, a equipe do MICALI dedica muita oração, tempo e esforço na confecção de métodos e apostilas. Além da comunicação intercultural, o curso é adaptado e traduzido para quatro línguas diferentes: sanumá e parimitéri (ianomâmis), português e uai-uai. Em 2010, duas novas localidades vão acrescentar ainda as línguas xirixana (ianomâmi) e iecuna.
Até as ‘mãos certas’
Os cursos são escritos em português. Charles e Julie Champlin, Daniel Teeter e Brian Karber são atualmente os organizadores e redatores do material. Os textos passam por duas pessoas (Márcia Camargo e Sandra Campos) para edição e revisão, e retornam para impressão.
A versão em parimitéri é feita pela equipe do posto com apoio de uma consultora em Boa Vista e um dos líderes da igreja local. Antes de chegar aos sanumás, o texto do curso é enviado por correio ou e-mail para o missionário Donaldo Borgman que vive em Indiana nos EUA. Em Boa Vista, Paulo Silas também trabalha na tradução.
Para os uai-uais, o caminho é semelhante. Roberto e Florine Hawkins, pioneiros entre o povo no fim dos anos 40, ainda dedicam boa parte de suas vidas, em uma cidadezinha no interior do Missouri, EUA, à tradução das apostilas e outros materiais para o povo [+] Clique a assista a história dos pioneiros da MEVA
Aí, sim, os cursos em português para macuxis e uaixanas, e as outras versões traduzidas estarão prontos para impressão e xerox – em Boa Vista, Roraima, em uma pequena papelaria a duas quadras da MEVA.
MICALI – Agenda abril/maio de 2010
No mês de março foram realizados cursos em Mato Grosso e Flexal (igrejas macuxis); e em Auaris, aldeia sanumá (ianomâmi). Semana passada, Eric e Donna Shrift ministraram o curso Prática Pastoral 2 (princípios para o lar cristão) em Fonte Nova, região onde vivem indígenas macuxis e colonos nordestinos.
Estão programados para o mês de abril e maio:
· De 30 de abril a 7 de maio, o curso de Atos 1, em Jatapu (uaiuais), pelos missionários Eric Shrift e Carlos Champlin.
· De 7 a 17 de maio, aos uaiuais de Mapuera, Atos 2, e Inajá, Atos 1, por Otoniel Berti e Daniel Teeter, respectivamente.
· De 10 a 14 de maio, em Anauá, aldeia uaiuai, Atos 1, por Daniel Teeter.
· De 24 a 28 de maio, em Manoá, aldeia macuxi, por Brian e Cecília Karber, Síntese do Antigo Testamento 2.
Neste ano, além das aldeias alcançadas em 2009, haverá módulos do Micali nas comunidades macuxis de Napoleão, Flexal, Monte Moriá e Manoá. Existe o desejo e possibilidade de iniciar o Micali na aldeia ninam (ianomâmi) de Mucajaí, onde deverá ser usado material mais adequado à situação espiritual daquele povo − direcionado a novos convertidos ou material evangelístico mesmo.
Ministério de Capacitação de Líderes completa um ano edificando mais de 460 vidas de 31 aldeias
A MEVA iniciou o Micali em 2009 dando um passo de fé. O projeto de levar até as aldeias um curso bíblico abrangente, aplicado ao contexto de cada povo, demanda uma logística complexa e investimentos que estão humanamente fora das possibilidades da missão. O Micali foi abraçado pelas equipes missionárias na cidade e nos campos avançados, mantenedores e intercessores. Mesmo assim, boa parte dos recursos veio de uma reserva de emergência da missão.
Ore e invista neste projeto em 2010!
Porco selvagem interrompe aula do MICALI
O Ministério de Capacitação de Líderes (MICALI) realizou o segundo módulo do curso direcionado a pastores e líderes da comunidade de Anauá, aldeia uai-uai no sudeste do Estado de Roraima. A disciplina “Vida de Cristo 2” se concentrou na semana da Páscoa, quando Jesus foi julgado, crucificado e ressuscitou. A grande comissão e a ascensão encerraram o módulo, iniciado na multiplicação dos pães e peixes.
O povo demonstrou grande interesse nas aulas, expondo dúvidas e opiniões sobre este tema central para a fé dos uai-uai e de todos os cristãos. Os professores, André Souza e Timóteo Camargo, usaram o filme ‘Paixão de Cristo’ para ilustrar o sofrimento e a dramaticidade dos últimos momentos de Cristo antes de sua morte e ressurreição. A resposta do povo foi tão positiva que o líder da comunidade pediu que o filme fosse exibido novamente no culto de domingo (dia 18).
Um momento curioso – insólito pra quem vive em grandes cidades, mas corriqueiro para o povo em Anauá – interrompeu as aulas no terceiro dia do curso. Um cateto (ou porco-do-mato brasileiro) atravessou o rio e cruzava a aldeia quando foi acuado por cachorros. O animal saiu em disparada e bateu com força na lateral do malocão onde aconteciam as aulas. Os alunos se levantaram. Bastou o primeiro sair, pra vários o acompanharem na caça do bicho. Enquanto os professores e os alunos que permaneceram na casa riam, os outros seguiram o porco, que foi morto alguns minutos depois e dividido na comunidade na mesma tarde.
Não foi a primeira vez que porcos interromperam aulas do MICALI. Em Parimi-ú, uma vara de queixadas, espécie que anda em grandes bandos, passou nas proximidades da aldeia. O professor, Daniel Teeter, ao perceber a situação, liberou temporariamente os alunos-caçadores, que ajudaram outros a matar um grande número de animais e garantir mesa farta pra aldeia nos próximos dias.
O MICALI se propõe a levar o ensino às comunidades exatamente para estar inserido no dia-a-dia dos povos. Além de um grande esforço para apresentar estudos de maneira compreensível e contextualizada em cada cultura, o MICALI requer sensibilidade de seus professores para fatos como este. Compreender a cultura do indígena inclui saber que uma refeição saborosa não tem hora para cruzar a aldeia; e provavelmente não vai voltar caso não seja abatida rapidamente!
Clique e saiba como acontece essa viagem para Anauá – assista ao vídeo
Susto: Missionárias do Henahi testemunham agressão a funcionário do governo
A aldeia de Uraricoera, a quinze minutos de vôo do posto Mucajaí, com cerca de 55 indígenas, é um dos locais que o Projeto Henahi pretende alcançar. No dia 12 de agosto, às 14h15, as missionárias Jacqueline e Rosa pousaram na pista com o avião de Asas de Socorro. O funcionário local da FUNAI quase embargou a estada das missionárias por não serem da Secretaria de Educação e sim da MEVA, que não trabalha naquela aldeia. Quando já estavam retornando para o avião, ele as alcançou dizendo-lhes que poderiam ficar.
E foi nessa “casinha” da foto ao lado onde elas se hospedaram. Os ninam as receberam muito bem, manifestaram estar muito contentes com a visita delas, felizes pelo plano de fazerem a escola e porque iriam falar sobre a Palavra de Deus. Além disso, cobriram o telhado com uma lona para evitar as goteiras. Segundo elas, havia muitos “visitantes indesejados” na casa: aranhas e escorpiões! Pelo menos não apareceu nenhuma cobra! Mas não parecia um lugar muito seguro, à primeira vista…
A manhã seguinte foi bem produtiva. Fizeram avaliação do grau de escolaridade das crianças, adolescentes e jovens, visto que estavam sem estudar já havia algum tempo. Depois foram fazer visitas em algumas casas, quando perceberam que havia pessoas fazendo bebida fermentada enquanto outras já estavam bebendo. Como isso é comum entre os ianomâmis, não se preocuparam de imediato. Porém, à tarde, quando voltaram ao local da escola, ninguém apareceu.
Já de volta à “casinha”, receberam a visita de um casal de funcionários da Funasa. Enquanto conversavam, viram o funcionário da FUNAI passar correndo em direção ao mato. Atrás dele, vinham mulheres, homens e jovens, todos bêbados, com paus e varas nas mãos. Um criança avisou que eles estavam querendo bater no rapaz (posteriormente Jacqueline e Rosa souberam que existia um grande descontentamento por parte dos indígenas com ele). Mesmo de dentro da casa, ouviram o barulho, já conhecido delas, de gente apanhando. Jac tentou acalmá-los dizendo: “Inaha kuop!” (Deixem pra lá! Parem!). Mas um ninam, ainda segurando um pau, lhe disse: “Não é com você, não se meta!”, ao mesmo tempo explicou que eles não tinham raiva delas, que a raiva deles não era contra as duas. Outros ninam, mesmo bêbados, disseram o mesmo. Conhecer a cultura e falar a língua dos indígenas fez uma grande diferença e lhes trouxe alívio naquele momento.
De repente, o homem saiu da mata, ainda apanhando e com cortes na cabeça. Pouco depois ele desmaiou. O casal da Funasa avisou Boa vista pelo rádio, pedindo que enviassem um avião para buscá-los, e em seguida correram para a “casinha” das missionárias. Naquela confusão era o lugar mais seguro!
O homem ferido foi recolhido para dentro de sua casa, mas os ninam, ainda bêbados, impediram que ele recebesse tratamento. Dois aviões foram eviados naquela mesma tarde, mas devido à chuva que caía, somente um conseguiu pousar. Os indígenas que estavam sóbrios ajudaram a colocar o ferido no avião apesar da resistência dos ainda embriagados, que ameaçavam armados com arcos e flechas.
Enquanto tudo acontecia, Jac e Rosa permaneceram em oração, pedindo proteção para o homem ferido, para o casal da Funasa e por elas mesmas. Diante dessa situação, resolveram que seria mais prudente pedirem pelo rádio de Asas de Socorro um avião para retirá-las no dia seguinte.
À noite, antes de voltarem para a segurança de sua “casinha”, as duas missionárias foram orar com o casal da Funasa que ainda estava muito apreensivo, visto que o segundo avião não conseguira pousar para levá-los, e alguns ninam ainda andavam por lá meio bêbados.
No dia seguinte, Milton, presidente da MEVA, chegou cedo no avião de Asas de Socorro para conversar com o povo e explicar a saída de Jacqueline e Rosa. Elas saíram antes da data prevista, mas diante desse episódio decidiram orar, avaliar e pensar sobre esses acontecimentos antes de um futuro retorno.
Segundo testemunho das próprias missionárias, a lição importante que ficou foi: “Mesmo em momentos extremos como este, sentimos a presença do Senhor nos dando segurança e vimos como Ele, através de nós, estendeu essa segurança para as pessoas ao nosso redor (o casal da Funasa). Como diz Provérbios 3:26: O Senhor é a nossa segurança”.
Deus usou uma casa velha, cheia de goteiras e insetos para abrigá-las em segurança! Porque, na verdade, “Deus é o nosso refúgio e fortaleza”. O que aos olhos humanos parece inseguro pode ser o lugar mais seguro de Deus para seus filhos.
Henahi leva educação e evangelho para cinco comunidades ninam

A "Casa Temporária" da equipe em Ericó
A equipe do Projeto Henahi da MEVA realizou uma visita à aldeia do Ericó, no Norte de Roraima, onde vive parte do povo ianomâmi Ninam Xiriana. A etapa, realizada no mês de julho, foi a primeira de uma iniciativa que amplia o ministério entre este povo de 325 pessoas para cerca de 1000. O Henahi – palavra da língua ninam para casa temporária – é formado por três missionárias que residem no posto avançado da MEVA no Alto Mucajaí, região Oeste do Estado, a 1h de vôo de Boa Vista. Agora as ações na área de educação e evangelismo itinerantes chegam às regiões de Uraricoera, Uxi-ú, Ericó e Baixo Mucajaí.
O Projeto Henahi tem como objetivo realizar viagens periódicas às diversas aldeias deste grupo. As viagens têm duração média de uma semana, período em que as missionárias realizam orientação pedagógica com os professores , alfabetização das crianças, leitura de textos bíblicos e distribuição de gravações de trechos da Bíblia em ninam. O projeto nasceu da necessidade de criar novas estratégias para o trabalho no Posto Mucajaí, sendo expandido para outras aldeias que falam a mesma língua. Anteriormente 324 ninam eram alcançados, com as visitas aproximadamente 1000 indígenas serão atendidos.
Henahi em Ericó
Por Maria Rosa Monte
Na chegada não havia ninguém esperando por nós. Como havia uma maloca sem paredes próxima a uma das casas, as coisas do Projeto foram colocadas ali. Nessa tarde, quando o Chefe Luisi chegou (ele é o contato do projeto na aldeia), nos deu as boas vindas, disse que poderíamos armar as redes ali mesmo e avisou que haveria uma reunião no dia seguinte. Jacqueline e eu, então, dividimos a casa com os cachorros durante esse período. Ainda bem que eles não se incomodaram com a nossa presença.

Professor Acindo, Jacqueline e Maria Rosa
No dia 15 pela manhã, na reunião com o povo, foi explicado o propósito do Projeto Henahi: a ajuda na escola e o ensino da Palavra de Deus. Tudo isso foi bem aceito pela comunidade e eles permitiram a realização do Projeto. Logo em seguida à reunião, iniciamos o trabalho de orientação aos professores Acindo e Mara. Nesse período descobrimos que é possível trabalhar em Ericó usando as cartilhas de Mucajaí, modificando algumas letras do Alfabeto.
Exemplo: Mucajaí Ericó Significado
lole rore sentado
ulu uru menino
Foi um trabalho bem produtivo e interessante. Deixamos algumas diretrizes para que os professores trabalhem com os alunos até o nosso retorno.
Quanto ao evangelismo, à medida que falávamos sobre Jesus, percebíamos que o grupo tem apenas uma noção de Deus mas não conhece nada sobre o Salvador. Vimos a necessidade de contar as histórias bíblicas de maneira cronológica (começando com a criação e a desobediência de Adão até Cristo). Numa noite, quando alguns da maloca estavam reunidos fizemos um breve resumo oral desde a criação até Jesus. Ficou evidente para nós que é preciso falar bastante sobre esse assunto para que cheguem à compreensão do amor de Jesus por eles.
Paralelamente ao Projeto, na quarta e quinta-feira as mulheres prepararam o Anahi-uk (fazem o beiju queimado, depois o desmancham em água quente, cuspindo dentro, para fermentear, e misturando tudo – fica parecendo chocolate), pois no fim de semana eles colocariam palha numa casa e a bebida era o pagamento. No sábado 18, por causa da festa, Jac e eu nos mudamos para a casa da FUNASA, para não corrermos riscos. Lá aguardamos o avião que nos levaria de volta a Mucajaí. Mas isso já é uma outra história.
O Projeto Henahi é formado pelas missionárias: Maria Rosa, Jacqueline e Isabel – que está em período de divulgação de ministério.






































