Posts filed under ‘Saúde Indígena’

‘Férias’ de dentista abençoam índios e missionários

 

Para a maioria das pessoas, férias com muito trabalho seriam uma grande frustração. Mas foi essa a opção do dentista Davi Kirsch, filho dos missionários Curt e Marta. Davi vive no interior de São Paulo, onde trabalha e faz residência. No meio de dezembro, trocou o conforto da casa dos pais em Boa Vista  por uma semana na comunidade de Haricatoú, acompanhado de seu pai e sua noiva, Gabriela.

A comunidade é o posto mais isolado onde a MEVA atua e, por conta do isolamento, a atenção à saúde desse povo é um grande desafio para o poder público e para a missão. Nos dias que passou ali, Davi atendeu 52 indígenas e realizou 125 procedimentos, com equipamento profissional de que a missão dispõe. Esses poucos dias com certeza fizeram muita diferença para o povo da aldeia. Foi também motivo de grande alegria e orgulho para o pai, que teve até que usar o motor de cortar grama da pista de pouso para improvisar um conserto no compressor de ar. Em sua última circular, Curt escreveu:

“Não há palavras para expressar meus sentimentos, após tantos anos, ao poder hospedar meu filho e minha futura nora na minha humilde casinha em Halikato-U. O vermelho do urucum para o ianomâmi significa alegria e, para exteriorizá-la, eu os recepcionei com minha cara toda pintada dessa cor.”

Quando chegou à cidade, Davi dedicou mais uma semana para atender aos missionários, cobrando apenas o custo do material utilizado. Agradecemos a Deus pela vida do Davi, Gabriela e de sua família.

 

06/01/2011 at 12:15 Deixe um comentário

Missão Caiuá coordena a saúde indígena em Roraima

A missão, ligada à Igreja Presbiteriana do Brasil e à Igreja Presbiteriana Independente, iniciou o trabalho de coordenação do serviço público de saúde que alcança mais de 36 mil indígenas de Roraima e de parte do norte do Amazonas. Com 80 anos de atuação entre povos indígenas do Brasil, a Missão Caiuá assume por meio de um convênio público o compromisso de gerenciar os investimentos do Governo e executar as ações.
“Nosso objetivo é usar a experiência e a capacitação que temos para fazer o melhor aos índios de Roraima”, afirma o pastor Ademir de Novaes, presidente da Missão Evangélica Caiuá. O convênio entre a instituição e o Ministério da Saúde prevê o repasse de verbas, a contratação e gestão de recursos humanos, o planejamento e execução das ações. “A missão orienta os funcionários, envia-os aos pólos, apresenta alvos e planilhas de trabalho, cobrando sua execução”, explica. Segundo Ademir, a missão optou por contratar muitos dos funcionários que já estavam na área para aproveitar a experiência e conhecimento.
A atenção à saúde indígena na região é dividida em dois Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs): o DSEI Leste abrange aldeias das etnias macuxi, wapixana, taurepang, ingaricó, patamona e uai-uai em Roraima. São mais de 23.500 indígenas. O DSEI Yanomami se estende do oeste de Roraima ao extremo norte do Amazonas. São ao todo 12.800 indígenas ianomâmis e iecuanas, segundo dados da Fundação Nacional de Saúde.
Desde sua formação, a MEVA atua com recursos próprios na área de saúde. A missão também fomenta campanhas itinerantes com profissionais parceiros. Esse trabalho está sempre subordinado aos órgãos governamentais competentes e entidades gestoras. Com o convênio, a Missão Caiuá passa a coordenar também a ação e prestação de contas de postos onde a MEVA está.
Em entrevista, que você pode assistir clicando aqui, Pr. Ademir destaca que a presença positiva da MEVA, Novas Tribos do Brasil e Asas de Socorro foi mais uma motivação para a Missão Caiuá aceitar o convite do Governo para assumir a saúde indígena da região. Desejamos e oramos para que essa parceria traga resultados excelentes para a saúde e a qualidade de vida dos povos indígenas. 
[+] Assista à entrevista com o Pastor Ademir Ramos de Novaes – presidente da Missão Caiuá
[+] Assista à reportagem veiculada no Jornal Nacional sobre o trabalho da Missão Cauiá no MS 

15/12/2009 at 19:00 Deixe um comentário

Posto mais isolado da MEVA recebe equipe de saúde

O cirurgião pediátrico Moacyr Magalhães e o dentista Daniel Schimenes ficarão por nove dias na aldeia ianomâmi de Haricato-u, na região do Alto Uraricoera, oferecendo atendimento aos indígenas da região.

Daniel é membro da Igreja Batista do Morumbi (SP) e missionário da SEPAL (Servindo a Pastores e Líderes), responsável pelo departamento de mobilização missionária. Além das clínicas realizadas em parceria com a MEVA, Daniel é responsável por grupos de profissionais de saúde enviados à África e a vilas de pescadores no Brasil. Moacyr é membro da Igreja Batista do Povo (SP) e está pela segunda vez em Roraima. Na visita anterior, o médico esteve em Parimi-u, também na região do Alto Uraricoera.

A equipe, que utilizará o equipamento odontológico da MEVA, está levando ao posto medicamentos que serão doados à missão após a estada deles em Roraima. Dois missionários já estão na aldeia: Curt Kirsch e Wanderlei Pina, que acompanhou Curt até a chegada da equipe médica.

A viagem ao Haricato-u acontece dois dias após a operação da Polícia Federal e do Exército no posto da MEVA. Atendendo à determinação da PF, a MEVA apresentou ontem à entidade uma autorização para a permanência de missionários na região, emitida pela Funai. A presença de Daniel e Moacyr também foi aprovada pela Funai e comunicada oficialmente à PF.

14/10/2009 at 9:50 Deixe um comentário

MISSÃO CAIUÁ ASSUME A SAÚDE DO “DISTRITO YANOMAMI”

Com informações da Folha de Boa Vista

O atendimento aos 17 mil indígenas ianomâmis e iecuanas que vivem no ‘Distrito Yanomami’ será responsabilidade da instituição evangélica, que já atua de maneira semelhante no Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e Maranhão. A Missão Caiuá tem 81 anos de trabalho e uma reputação positiva perante o Governo Federal. A missão foi convidada pelo Governo e recebeu aprovação dos indígenas da região.

VacinaçãoA questão da saúde indígena em Roraima vive um grande impasse nos últimos meses. O Governo Federal criou a Secretaria Especial de Atenção à Saúde, vinculada ao Ministério da Sáude, para controlar a saúde indígena no Brasil, antes sob a responsabilidade da Funasa (Fundação Nacional de Saúde). A mudança atende ao pedido de cerca de 200 lideranças indígenas que manifestaram insatisfação com o serviço da autarquia federal. As tensões no Estado se agravaram com o fechamento do posto da Funasa no Uraricoera, após a agressão sofrida por um agente de saúde.

A previsão é que ainda este ano a nova secretaria inicie suas atividades. Para o período de transição, processos licitatórios foram abertos para os distritos especiais. Para o ‘Distrito Yanomami’, apenas a Secretaria de Estado da Saúde de Roraima se apresentou para o certame. No entanto, as lideranças indígenas da região não aceitaram a proposta da Secretaria. Uma reunião com líderes ianomâmis e iacuanas definiu na semana passada que a Missão Caiuá (atuante na saúde indígena em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Maranhão) fosse convidada a assumir o atendimento aos 17 mil índios Yanomami e Yekuana. O secretário do Ministério da Saúde (MS), Antonio Alves de Souza, participou da reunião.

Será aberto prazo de um mês para que a Funasa e a missão trabalhem no processo de padronização e plano de trabalho para efetivação do convênio. A contratação será imediata, uma vez que foi pactuado com o Ministério Público Federal, MS e Funasa, dias atrás em Brasília, que caso a primeira etapa do processo licitatório fosse frustrada, poderia ser feito convite direto a instituições que passassem pela aprovação das comunidades indígenas.

Além da Missão Caiuá, a proposta também foi feita à Diocese de Roraima, que já atuou no Distrito Yanomami. Com a indicação das lideranças indígenas da Missão Caiuá para o Distrito Yanomami, existe a possibilidade de que a Diocese assuma o atendimento à saúde indígena no Distrito Leste. A entidade pediu prazo para avaliar o convite. Trinta e quatro mil índios, de oito etnias, vivem na região. Entretanto, caso a instituição decline da proposta, já está aprovado pelas lideranças que a Missão Caiuá poderá atender aos indígenas dos dois distritos.

15/09/2009 at 16:15 6 comentários

Malária sob controle no Alto Uaricoera

Por Márcia Camargo

Depois de cerca de 2 anos sem malária, em maio deste ano apareceram alguns casos em Parimi-u. No início de junho, havia doentes em toda a aldeia e foi solicitada uma equipe da FUNASA, porque os missionários não estavam dando conta de fazer tudo sozinhos: tinham de tratar os doentes – malária e qualquer outro tipo de doença – , borrifar as casas e nebulizar a mata todos os dias à tarde e de madrugada, além de fazer a busca ativa, que consiste em fazer lâminas de toda a população que não apresenta os sintomas. (Denomina-se busca passiva quando se fazem lâminas de pessoas que já apresentam febre, dor no corpo, etc.)[+] LEIA MAIS SOBRE ESSE SURTO

E, em meio a toda essa situação, um dos missionários, Jônathas Brown, contraiu a doença, do tipo pior que é o Falciparum. Na primeira semana, depois da busca ativa, foram detectados 18 casos positivos, tanto de Vivax como de Falciparum. Nessas regiões de floresta, não é possível eliminar totalmente o vetor, que é o anopheles, um tipo de  carapanã ou pernilongo, porque tem muitos locais propícios para ele se criar. A solução é tentar eliminar a malária tratando as pessoas e borrifando os locais onde elas moram, porque os pernilongos infectados vão estar naquele local. Mas quando a doença reaparece na região, logo se prolifera por causa da presença do vetor.

Nas semanas seguintes, o número de casos foi diminuindo gradativamente. Hoje aparecem em média apenas dois novos diagnósticos por semana. Já foram feitas aproximadamente 2 mil lâminas neste ano e a busca ativa continua. No momento ainda há um microscopista da Funasa e o Isaque, um ianomâmi crente de Parimi-ú (um dos líderes da igreja e que ajuda muito na tradução da Bíblia), que fez o curso de microscopista em Boa Vista e tem-se aperfeiçoado com a ajuda dos missionários que podem dar-lhe explicações mais específicas em sua própria língua. Em outro surto, há cerca de 3 anos, foram feitas 3 mil lâminas e, na ocasião, a malária foi vencida.

Em 20 de julho, o missionário Curt Kirsch, o ianomâmi Hebô e dois funcionários da Funasa – um microscopista e um técnico em enfermagem – foram até a aldeia maitha (ianomâmi) do Budu-u, pois chegaram notícias de que havia malária naquela aldeia e alguns dos que chegaram doentes em PU tinham vindo de lá. Levaram com eles diversos tipos de medicamento, além dos próprios para malária, porque não tem presença permanente de missionários ou da Funasa entre eles. Felizmente, acharam poucos casos positivos de malária, apenas quatro. Ficaram mais duas semanas, até dia 3 de agosto, pois a cada sete dias deve-se fazer nova busca ativa.

15/09/2009 at 16:11 2 comentários

Alerta-> Forma letal de malária volta a aparecer no alto Uraricoera

Forma letal de Malária volta a aparecer no alto Uraricoera

Continue Lendo 04/07/2009 at 1:30 Deixe um comentário


"DEUS TINHA UM ÚNICO FILHO E FEZ DELE UM MISSIONÁRIO." David Livingstone
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