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ESTÁ ESCRITO!
“Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé de uma vez por todas confiada aos santos.” Judas 3
Gostaria de escrever louvando a Deus pelo resultado de mais uma etapa de tradução, agora temos também 2 Tessalonicenses e Judas em fase de verificação para se Deus quiser passarmos em consultoria em outubro.
Amados, esse realmente não é um trabalho fácil, é esgotante e quando temos dificuldades além do que esperávamos as vezes, confesso, chego a ficar frustrada pela maneira como temos que lutar TANTO para conseguir obedecer a ordem do Pai. Lí uma frase que dizia: “TRADUTORES DA BÍBLIA, MISSIONÁRIOS ENTRE LIVROS” é verdade! passamos horas a fio no isolamento rodeados de livros e perguntas, buscando as respostas. Mas, quando sentamos com um falante da língua que nosso alvo de tradução e ouvimos dele: “É ISSO MESMO!” “ISSO É VERDADE!” “PRECISO LEVAR ISSO COMIGO AGORA!”
É realmente gratificante, segue uma história que o Félio (meu auxiliar) dessa vez me contou. “Patrícia, assim como o livro de Judas fala que existem muitos inimigos da verdadeira palavra de Deus, é assim mesmo. Eu estava indo para uma das aldeias dos yanomami Maitha quando encontrei o Paulo, um indígena não cristão. Ele me perguntou para onde eu estava indo. Eu respondi: Nós dois estamos indo levar a palavra de Deus na aldeia Maitha.”
Paulo: “Nós dois? Quem está indo com você? Eu acho que você não deveria sair daqui e ir nessa viagem toda sozinho para levar a palavra de Deus. Se querem que você vá, que te levem de avião.”
Félio: “Nós dois estamos bem assim, vamos viajar assim mesmo.”
Paulo: “Mas ninguém te acompanha!”
Félio: “Eu, e meu Ajudante, vamos até lá. Não estou sozinho! Seus olhos ainda estão escuros, só por isso você não consegue ver que não estou sozinho. Nós dois vamos levar essa palavra para o povo lá! Vou falar daquele que amo!”
Chegando na aldeia Félio soube que o Paulo já havia estado lá. Então o povo de lá relatou o que aconteceu durante a visita de Paulo lá nessa aldeia.
Paulo: “Eu soube que alguns de vocês têm recebido a palavra de Deus. Estou aqui para dizer que vocês não devem fazer isso. Vocês devem voltar a beber, se embriagar, isso é tudo mentira. Essa história que diz que Jesus vai voltar é tudo mentira. Ele não virá!”
Então nessa hora um jovem indígena chamado Kasis (pai biológico da Poliana, hoje um crente em Jesus), desafiando a própria cultura que ensina que uma pessoa mais jovem jamais pode se levantar publicamente contrariando algo falado por um mais velho, se levantou na presença de todos, e disse: “Já ouvimos a verdade. Eu tenho o livro na minha casa. Está escrito no livro de Lucas: Jesus vai voltar! E é isso que devemos esperar! É isso que vamos fazer!”
O Kasis não disse, “o missionário me falou”, ele disse, “Está escrito”.
Lutas, dificuldades, cansaço, isolamento, vamos continuar a traduzir para que outros também possam dizer: Está escrito!
Em Cristo e por amor a Sua Palavra,
Patrícia e cia …batalhando pela fé de uma vez por todas confiada aos santos…
CONCLUÍDO: Efésios é traduzido para o palimi theli !
por Patrícia Rocha
Realmente temos muitos motivos para louvar a Deus neste fim de ano. Depois de muito trabalho, várias etapas e muitas pessoas envolvidas, conseguimos concluir mais um projeto.
Iniciamos o trabalho de tradução do livro de Efésios para o povo Yanomami – Palimi Theli distribuindo tarefas com a abençoada equipe que Deus me deu nesse projeto. Eu fiquei responsável pela tradução e retro-tradução; Betânia fez os testes de compreensão e análise da exegese, sendo que essa segunda parte foi dividida com Nara Taets, que também elaborou a tabela de termos chaves. E assim, juntando forças, habilidades e talentos, conseguimos finalmente concluir mais essa importante etapa, que foi a tradução do livro de Efésios. No mês de novembro, as consultoras de tradução Miriam Abbott (pessoalmente) e Rose Dobson avaliaram o material traduzido. Vários yanomamis também estiveram envolvidos no projeto: Jonas Palimitheli, Niltom Palimitheli e Félio Palimitheli.
Amados, quero realmente agradecer a Deus por cada uma dessas pessoas que contribuíram para alcançarmos mais essa vitória – na conclusão do livro, um dos yanomamis disse: ”Patrícia, tudo isso está escrito aí dentro do seu computador em yanomami?
Então tira logo, porque precisamos ensinar logo esse livro de Efésios em Palimi-U!”
Família Taets oferece apoio a ianomâmis em trânsito em Boa Vista
A família Taets, que agora reside em Boa Vista, direciona hoje seu ministério a oferecer suporte aos ianomâmis em trânsito na cidade, e pregar o Evangelho a representantes de várias aldeias de línguas próximas.
Quando perceberam que o tempo de voltar para a cidade estava se aproximando, principalmente por conta da idade escolar dos filhos, Elias e Nara Taets começaram a orar por novas maneiras de desenvolver seu ministério.
Ainda na aldeia, alguns indígenas vinham conversar sobre a dificuldade que enfrentavam na cidade quando estavam doentes e tinham que passar um tempo no hospital. Reclamavam principalmente da dificuldade de comunicação com os a brancos.
Quando Elias e Nara se mudaram para a cidade, começaram a fazer visitas semanais à Casa de Apoio à Saúde do Índio (CASAI). Lá pacientes e acompanhantes ficam divididos por etnias e localidades. Desde então eles têm tido oportunidade de dar apoio e levar a palavra de Deus a essas pessoas.
Esse trabalho é muito importante, pois a maioria dos ianomâmis que vêm à cidade não fala português e tem muita dificuldade de comunicar o que estão sentindo aos profissionais de saúde. Por vezes não entendem o diagnóstico e chegam a ficar três meses no hospital à espera de uma vaga para fazer um exame e poder retornar à aldeia. Com isso eles ficam com um grande tempo ocioso e aflitos para estar de volta a suas famílias. O trabalho da família Taets tem oferecido conforto aos ianomâmis e aberto portas para o compartilhar do amor de Deus.
Além desse ministério, Elias também tem auxiliado o Curt em Halikato na contrução e ao Josimar em Mucajaí. Elias e Nara estão auxiliando Patrícia Rocha na etapa de verificação da tradução bíblica. Essa fase é quando eles leem os versículos em ianomâmi e comparam com o versículo no idioma original (grego) para conferir o seu significado.
Livro de Efésios passa pela primeira etapa de tradução para o ianomâmi parimitéri
No mês de dezembro tivemos a oportunidade de participar de um culto em um encontro de saúde ianomami. Naquela noite muitos ianomâmis de regiões onde não há presença missionária ouviram louvores e a pregação em sua própria língua. Vimos rostos espantados pelo fato de sabermos nos comunicar com eles e pelo fato de ter trechos da bíblia que eles podiam entender perfeitamente.
Patrícia Rocha, que trabalha na tradução da Bíblia da língua palimitéri ficou um longo tempo conversando com algumas pessoas que pediram que ela lhes desse livros traduzidos. No dia seguinte fez as cópias e entregou os livros de Filipenses, Filemon, 1, 2 e 3 João para dez pessoas de lugares diferentes.
Este foi um grande incentivo para que ela continuasse com o trabalho de tradução que tinha pela frente. Depois de concluir a exegese do livro de Efésios Patrícia começou a fase de tradução com Jonas Palimitheli, um dos líderes da Igreja em Palimi-u. Durante duas semanas eles trabalharam arduamente, pois Jonas precisava voltar para a aldeia onde trabalha como professor. Muito empolgado levou uma cópia da tradução para fazer a verificação junto ao povo.
De acordo com Patrícia este é um livro nível oito, o grau de dificuldade mais elevado na tradução, por causa da complexidade doutrinária, conceitos abstratos e figuras de linguagem utilizadas por Paulo. Quando perguntado porque um livro tão difícil, ela respondeu que inicialmente foi um pedido do missionário Daniel Brown, que vive em Parimiú, pois os ensinamentos práticos do livro são necessários para a fase em que a igreja está passando neste momento.
Os próximos passos são a revisão feita pela missionárias Nara Taets, o teste de compreensão e a retrotradução que ficarão a cargo de Betania Rodrigues. Patrícia viajará esta semana para São José dos Campos acompanhando sua mãe que fará uma cirurgia. Lá ela continuará o trabalho e manterá contato com as outras missionárias tirando dúvidas e preparando o material para ser enviado para a consultoria. Depois desta última etapa, se aprovado o livro estará liberado para publicação.
Interceda por este ministério e pela equipe em Palimiú que se prontificou a agilizar a tradução. Pelos auxiliares indígenas que se dispuseram a ajudar neste trabalho e a ensinar seu povo. Que este seja mais um livro distribuído entre aqueles que encontramos em dezembro, fazendo com a Palavra de Deus seja conhecida em outros lugares onde não temos acesso.
Rascunho do Evangelho de Marcos será apresentado ao povo em janeiro
Os missionários Jean e Rozinete Piuna – que há um mês residem em Boa Vista por conta da adoção da filha Suzana – vão apresentar ao povo ingaricó, em janeiro, o primeiro livro da Bíblia traduzido para a língua nativa de mais de 1500 indígenas do extremo norte do Brasil. Trata-se da primeira versão, ou rascunho – como é chamado pelos tradutores – que terá agora sua compreensão testada entre os falantes da língua.
O trabalho está sendo feito a partir da tradução do evangelho em akawaio pelo Instituto Wycliffe na Guiana. O akawaio é uma língua próxima ao ingaricó. “É como português e espanhol”, explica Jean. “Apesar da proximidade, o povo ingaricó tem muito orgulho do que chamam de língua pura. Muitos sabem identificar as palavras que foram incorporadas de outras línguas e existem iniciativas do povo para preservar seu idioma”, afirma. Segundo Jean, os ingaricós compreendem bem o akawaio, o que favorece o trabalho de revisão da adaptação.
Outro ponto positivo desse trabalho é que à medida em que a tradução e adaptação são feitas, um software cria um dicionário com os termos utilizados e palavras chaves que podem ser aplicadas em novas traduções.
Foco na tradução – O ministério da MEVA entre a etnia ingaricó sofreu muito com a falta de obreiros. Jean e Rozinete reabriram o posto em 2004 com o alvo de traduzir a Bíblia para o povo. Antes os contatos eram feitos por meio de visitas missionárias, clínicas de saúde e treinamento de alguns indígenas. A entrada do casal na região foi facilitada pelo contato de Rozinete e de sua família com os ingaricós. Rozinete cresceu nas proximidades das aldeias, filha de um fazendeiro branco e uma indígena macuxi.
“Boa parte do povo compreende português, devido ao contato que tem com as cidades. Mas o vocabulário é limitado. Entre eles, falam em ingaricó”, explica Jean. Ele considera muito importante essa primeira tradução, pois colocará nas mãos do povo um texto para leitura e meditação.

