Beno e Leni Zilz

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus ; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira  e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória  de Deus Pai.” Fp.2: 5-11                            

Estávamos acomodados com a nossa vida:  trabalho –igreja, igreja-trabalho.  Leni é advogada, trabalhava em escritório próprio e Beno estava trabalhando como corretor de imóveis, depois de uma longa temporada como empresário no ramo da construção civil. Quando por influência e palavra firme de irmãos queridos, acordamos para o desafio que se mostrava maior do que nós. Tinhamos trabalhado no campo missionário já havia 20 anos, e quando saímos deixamos para trás desentendimentos e inquietações  . Nesse período a raíz de amargura cresceu e chegou ao ponto de cauterizar o nosso coração, deixando o peso sobre os nossos ombros. Entretanto, Deus em sua infinita misericórdia começou a nos acordar para o fato,  e usou de amados em Cristo para  “nos colocar na parede”. Afinal, nos dispusemos diante do Senhor, e ao pedirmos perdão, necessário  se fez tomamos a decisão de consertar o que por muito tempo nos deixou a mercê das artimanhas do inimigo. Voltamos para  a Palavra da Vida – Atibaia- São Paulo, lugar tão abençoado pelo Senhor, e   ao nos depararmos com aquele irmão em Cristo, choramos,  perdoamos e fomos perdoados,  aliviados do fardo que tão tenazmente nos assediava.  

Como é maravilhoso o amor de Jesus!! Com nossos votos renovados nos  colocarmos diante Dele a  disposição, prontos a ouvir a sua voz.

Assim, após termos tido um convite para trabalharmos em outra missão, onde vimos claramente a mão do Senhor mostrando a sua vontade, e não permitindo que fossemos para Florianópolis, entendemos que talvez o tempo “do campo” já havia cessado.

Mas, Deus com sua infinita sabedoria nos tinha guardado algo muito especial!

Quando ganhamos o convite de trabalhar aqui em Boa Vista na MEVA, pensamos…”nós vamos”… se este é o caminho…- Isso foi em meados de junho/2012. Em agosto/2012 a nossa igreja em Porto Alegre nos incentivou a conhecermos o campo missionário, o qual já conhecíamos há muito tempo de ouvir falar, e também já tínhamos convite para atuarmos nos idos 1977 através de Sr Nilo e D. Mary Hawkins. Trabalho desenvolvido por irmãos com dedicação e amor ao Senhor em favor dos povos indígenas. Nos colocamos à disposição do Senhor – a única coisa que pedimos foi uma resposta rápida, (pois estamos na casa dos sessenta e sessenta e cinco anos) então, estabelecemos janeiro de 2013 para virmos.

 Deus nos abençoou de tal forma,  acertamos as nossas contas, pagamos nossas dívidas, o sustento foi garantido pela nossa igreja em P. Alegre ( Batista Alemâ), pelo Conselho Missionário da Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo, e diversos irmãos  de diversas denominações evangélicas, não restando dúvida em nossos corações quanto ao chamado.

Chegamos em Boa Vista, no dia 31 de janeiro de 2013, com  alegria e disposição, onde fomos recebidos com muito amor e carinho!

Não foi fácil  deixarmos para trás a nossa família que é composta de três filhos, uma filha, genro, noras e quatro netos. Mas sabemos que a benção do Senhor está sobre eles, e sobre nós, e que Ele vai suprir também essas necessidades, para honra e Glória do seu nome! Amém.

Com amor, pelos laços do Calvário,

 Beno Nelson Zilz e Leni Zilz

23/04/2013 at 15:23 1 comentário

Uma História de Natal (sem enfeites, árvores e nenhuma neve)

Uma História de Natal (sem enfeites, árvores e nenhuma neve)

Lionnel e Iris Gordon trabalharam por muitos anos com a UFM, missão americana que deu origem à Meva, Missão Evangélica da Amazônia. Guianenses de nascimento, sofreram muito com as instabilidades políticas e pobreza do país até se encontrarem com o Senhor, o que mudou-lhes a vida e o futuro. Ainda na antiga Guiana Inglesa serviram a Deus junto ao povo macuxi e uapixana ensinando e vivendo a palavra de Deus entre esses grupos. Quando o trabalho missionário deslocou-se da Guiana para o Brasil, o casal mudou-se para Bonfim, onde a Meva estabeleceu-se em 1959. Sem filhos ou parentes próximos, Lionnel e Iris continuaram seu ministério entre os indígenas agora no nosso país.
Com o passar do tempo, dona Iris começou a apresentar os primeiros sintomas de esquizofrenia, doença que foi se agravando rapidamente. Apesar dos esforços na busca de tratamento e tentativas frustradas para levá-la ao exterior para tratamento especializado, dona Iris foi se perdendo na mistura de realidade, imaginação e pesadelos, além de outros sintomas característicos da doença. Vivendo em Boa Vista, seu Lionnel fazia de tudo para amenizar o sofrimento da esposa que não saía mais de casa. Seu ministério agora era esse, cuidar da esposa, o que impedia viagens ou contatos mais longos com os indígenas que ele tanto amava. Falar dos macuxis ou uapixanas perto do seu Leonel, como o chamávamos, levava-o sempre às lágrimas. Sua preocupação com a esposa era imensa. Morando num país diferente, com a esposa tão doente, sem filhos ou parentes que pudessem ajudá-los, o maior medo do seu Leonel era partir antes da esposa. Quem cuidaria dela? Dona Iris falava apenas algumas palavras em português. Quem iria prover alimentação e medicamentos se ele porventura faltasse?
Um ataque cardíaco levou o seu Leonel primeiro. Dona Iris ficou sozinha no mundo, sem o marido, sem filhos ou parentes.
É aqui que começa essa história de Natal. Hamilton Bossan, um dos missionários da Meva dispôs-se a cuidar da dona Iris. Fielmente, a cada semana, Hamilton faz as compras necessárias e leva até a sua casa. Apesar da falta do marido e do nosso temor de que a doença se agravasse, o quadro estabilizou-se, permitindo que dona Iris cuidasse da sua própria casa e vida.
Mais de 10 anos se passaram e, na ausência do Hamilton, eu faço as compras e levo até a casa da d. Iris. As compras sempre são fartas e em quantidade. Muitas frutas, verduras, legumes, até sorvete, que aqui nesta terra tão quente tem um sabor especial, fazem parte das compras semanais.
O sustento para isso continua vindo de uma igreja americana que, mesmo após a morte do S. Leonel, continuou enviando ofertas através da Meva. Outra igreja aqui de Boa Vista também complementa o necessário para que absolutamente nada falte à viúva.
No final de novembro, pouco antes do Hamilton voltar de uma viagem, fiz a última compra para a d. Iris. Sempre “errava a mão” nas compras, mas nessa última quebrei o recorde. A compra que fiz daria para sustentar um batalhão! Ao sair da casa deixando as incontáveis sacolas plásticas e toda aquela alimentação mais que suficiente para uma viúva, ela olhou nos meus olhos, esboçou um sorriso e disse num português quase incompreensível, mas cheio de gratidão: muito obrigada!
Confesso que fiquei emocionado, andei alguns quarteirões, mas parei o carro por uns instantes; e pensei em Deus. Pensei no Deus Verdadeiro, o Altíssimo, o Todo Poderoso, que criou os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e que apesar do seu infinito poder ainda olha e cuida com carinho de uma viúva doente e sozinha, que vive num país estranho.
Naquele instante veio à minha mente um versículo de que gosto muito e que sintetiza o que eu acabara de vivenciar: “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.” Salmo 37:25
Esse é o nosso Deus! Que privilégio conhecê-lo!

Que neste Natal e durante todo o ano de 2013, o Deus da d. Iris continue sendo a pessoa mais importante da sua vida e de toda sua família.
São esses os nossos votos para todos vocês.

Milton e Márcia Camargo
Natal de 2012
“Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará com Ele todas as coisas?” Romanos 8:32

08/01/2013 at 15:03

Fotos Convenção 2012

Fotos Convenção 2012

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05/04/2012 at 14:45 3 comentários

CAPACITAR 2012

06/03/2012 at 13:12 Deixe um comentário

IV Encontro de líderes Wai Wai

Vídeo feito em agradecimento a equipe que organizou o encontro de líderes wai wai e aos mantenedores que contribuiram para que esse encontro acontecesse.

Obrigado a todos os envolvidos e Louvado seja Deus!

09/01/2012 at 16:53 1 comentário

Tá com quem inventou!!!

Por Milton Camargo

Cansei de ouvir essa frase quando ainda menino, sugeria alguma brincadeira. Às vezes, ficava louco para brincar, mas esperava alguém dar a deixa para gritar bem alto: “Tá com quem inventou!” Não sei se você ainda se lembra, mas a frase o livrava do incômodo de ter que iniciar a brincadeira enquanto os outros se divertiam.

 O 1o Encontro Regional do CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) em Roraima começou mais ou menos assim. Nem posso dizer se a ideia foi mesmo da MEVA, mas, embora ninguém tenha gritado a frase, foi exatamente isso que aconteceu!  Sem saber  o que isso significaria em toda a sua extensão, a missão tornou-se responsável pela grande reunião – um pesadelo logístico sem precedentes para nós.

 Quantos indígenas virão? Onde nos reuniremos? E a hospedagem, a comida, panelas, dormitórios, banheiros, chuveiros, auditório para os inicialmente calculados 1000 indígenas de diferentes etnias? E os recursos financeiros?  Posso escrever uma lista enorme de dúvidas e perguntas sem respostas que nos fizemos naquele período.

 Reunimos os missionários da Meva e criamos setores de atuação. Procuramos parceiros e começamos a trabalhar.  A  Igreja Batista Regular de Boa Vista não apenas cedeu o seu acampamento para o encontro, mas tornou-se parceira abraçando o projeto junto conosco desde o primeiro momento. Outras igrejas, de várias partes do Brasil, envolveram-se com a iniciativa.  Da mesma forma, as missões Novas Tribos do Brasil, Asas de Socorro, Atletas de Cristo, APEC, APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais), além de dezenas de voluntários de diferentes denominações, decidiram que não iriam gritar a fatídica frase. Assumiram e trabalharam exaustivamente para que tudo pudesse acontecer.

 O Exército Brasileiro cedeu o palco e enviou soldados para nos ajudarem no que fosse preciso. Um grupo de uma igreja do interior do Amazonas chegou dias antes para preparar e fazer a cozinha funcionar, tinham até mão de obra “especializada” na montagem dos dormitórios e limpeza. Uma grande bênção!

 Quem realizou o Conplei?  Podemos dizer, sem dúvida alguma, que foi o Senhor. O que você vai ler e ver nesta edição Entre Nós é um testemunho do que Deus  fez nesses dias abençoados em que  mais de 350 indígenas de 15 diferentes etnias estiveram juntos, e onde cada grupo cantou, dançou e louvou ao Senhor da sua maneira e em sua própria língua.

 A Ele toda a glória!

07/12/2011 at 9:45 1 comentário

CONPLEI EM RORAIMA REÚNE CRENTES DE 15 ETNIAS

O 1o Encontro Regional do CONPLEI(Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas) em Roraima reuniu, entre 17 e 20 de novembro, mais de 500 pessoas, entre ajudantes brancos e indígenas de 15 etnias, quatro delas de fora de Roraima.

 Foram quatro dias de festa e edificação que marcaram a vida de quem presenciou o evento, principalmente dos indígenas – a maioria raramente tem oportunidade de estar com um grupo tão grande de irmãos em Cristo.

 O louvor cantado em várias línguas movimentou os cultos nas manhãs e noites. A programação cumpriu a ‘agenda indígena’, iniciando ao nascer do sol. Nas tardes foram promovidos debates e reuniões de planejamento com foco no Evangelho entre os povos indígenas de Roraima.

 A proposta global do CONPLEI é “EM CADA POVO UMA IGREJA GENUINAMENTE INDÍGENA”. Louvamos a Deus por essa visão e pelos resultados que Ele tem-nos dado até agora.

07/12/2011 at 9:39 1 comentário

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"DEUS TINHA UM ÚNICO FILHO E FEZ DELE UM MISSIONÁRIO." David Livingstone

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